José Ferreira Infante (Atalaia do Campo, Fundão, 4 de julho de 1934 - Lisboa, 13 de abril de 2001) • GOA • MPMM • MSMM • MOCE • MPCE • MC • foi um militar (Major-general piloto aviador) da Força Aérea Portuguesa e diplomata português. Comandou a Academia da Força Aérea e as bases aéreas de Bissau, Ota e Monte Real e foi diretor do Museu do Ar. Foi chefe do gabinete do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, adjunto e coordenador do Estado-Maior da Força Aérea e adido militar e aeronáutico nas embaixadas de Portugal em Paris, Bruxelas e Luxemburgo. Veterano da Guerra do Ultramar (1961 a 1974), com mais de treze mil horas de voo, pilotou, entre outros, os aviões de treino Lockheed T-33 Shooting Star e os supersónicos Northrop T-38 Talon, os caças North American F-86 Sabre e Fiat G.91, os de busca e salvamento C-54 Skymaster e os de transporte Douglas DC-3, DC-4 e DC-6 e os Boeing 707-3F5C. Biografia Formação e carreira após a frequência do Liceu Passos Manuel e dos preparatórios de engenharia no Instituto Superior Técnico e de em 1953 ter sido brevetado, adquirindo as licenças de piloto particular de aviões (PPA) com e sem motor, em 9 de novembro de 1955, alistou-se voluntariamente, para piloto aviador, na Força Aérea Portuguesa, como soldado-cadete, tendo concluído o curso de oficiais milicianos (pilotagem), em 30 de novembro de 1956, na Base Aérea n.º 1, data em que é promovido a aspirante, e a 1 de novembro de 1957 a alferes. Em 1957 torna-se instrutor de voo do T-6 Harvard e em 1959 piloto-aviador e piloto comercial de aeroplanos; em 1960 frequenta na Academia Militar o curso de Aeronáutica e em 1961 é promovido a tenente piloto-aviador, ano em que é colocado na BA4 (Base Aérea das Lajes) e se torna comandante de bordo dos aviões de busca e salvamento C-54 Skymaster, HC-54 Searchmaster e SA-16 (Albatroz). Seguidamente, é colocado no Aeródromo Base Aérea n.º 1, onde desempenhou as funções de comandante de bordo e instrutor em aviões de transporte Douglas DC-4; em 1 de dezembro de 1963, é promovido a capitão piloto-aviador, e em 30 de abril de 1964 e BA6 (Base Aérea do Montijo), onde é colocado, é qualificado para ser comandante de bordo e 1.º piloto do Douglas DC-6, qualificação que em 15 de agosto do mesmo ano lhe é conferida pelos EUA; em 1968, frequentou o curso de Comando e Estado-Maior, na Escola de Estudos Superiores da Força Aérea, tendo sido, nesse mesmo ano, promovido a major piloto-aviador; miniaturadaimagem|esquerda|alt=O então tenente-coronel José Ferreira Infante ao comando de um Boeing 707-3F5C da FAP, 1973|José Ferreira Infante ao comando de um Boeing 707-3F5C da FAP, 1973 em 1971 frequentou na fábrica da Boeing em Seattle (Estados Unidos da América) o curso para comandante de bordo das aeronaves Boeing 707-320C, e, em 1972, torna-se comandante de bordo e 1.º piloto daquele tipo de aviões, que na versão Boeing 707-3F5C a Força Aérea Portuguesa adquiriu para passar a transportar os contingentes militares de e para África, mormente Angola e Moçambique em progressiva substituição do transporte marítimo feito em navios fretados à marinha mercante; missões de transporte aéreo em que José Ferreira Infante também participou. Aviões Boeing 707-3F5C que, entre agosto e novembro de 1975, foram usados na ponte aérea que de Angola, Guiné e Moçambique trouxeram para Lisboa os portugueses que abandonaram aqueles territórios ultramarinos.A TAP (Transportes Aéreos Portugueses) fez mais de 900 voos, a par do auxílio de outras companhias aéreas e da Força Aérea Portuguesa, só de Angola, transportados pela TAP, vieram 300.000 pessoas. Em setembro de 1975, aviões de companhias aéreas dos Estados Unidos da América, Reino Unido, República Federal Alemã, República Democrática Alemã, França, Bélgica, Suíça e União Soviética juntaram-se à frota da TAP em Angola, na altura com 14 aviões: dez Boeing 707 e quatro Boeing 747. Durante os meses que durou aquela ponte aérea chegavam diariamente a Lisboa cerca de quatro mil portugueses que abandonaram os territórios ultramarinos de Angola, Guiné e Moçambique promovido a tenente-coronel piloto-aviador em 19 de dezembro de 1972; miniaturadaimagem|alt=José Ferreira Infante saindo de um caça Fiat G.91|José Ferreira Infante saindo de um Fiat G.91 2.º comandante da Zona Aérea de Cabo Verde e GuinéSendo o 1.º comandante da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné o general José Lemos Ferreira acumulando com as funções de 2.º comandante da Base Aérea n.° 12 – Bissalanca-Bissau, de 16 de junho de 1973 a 14 de outubro de 1974, sendo à época a BA12 a unidade da força aérea que mais voava«Em 1972 a Base Aérea nº 12 efectuou 15.404 horas de voo, sendo a Unidade da Força Aérea que mais voou; em 1973 realizou 14.625 horas de voo. (…) Quanto a Unidades de Base, aquela que mais voou foi a Base Aérea nº 12, na Guiné. Para se ter uma ordem de grandeza, em 1972 a BA 12 voou cerca de 15.400 horas, a BA 9 em Luanda cerca de 14.000 horas, o AB 4 em Henrique de Carvalho cerca de 13.100 horas, o AB 5 em Nacala cerca de 10.500 horas e o AB 7 em Tete cerca de 10.100 horas.»«Na Guiné, onde a guerra começou em 1963, a Força Aérea instalou-se no aeroporto de Bissalanca, com a criação da Base Aérea n.º 12; mais tarde (1970) abriram-se pistas asfaltadas em Nova Lamego, Cufar e Aldeia Formosa. (…) Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné - Base Aérea n.º 12 (Bissalanca); aeródromos dependentes: Bafatá, Tite e Bubaque.»; terminado o conflito com a Revolução de 25 de Abril de 1974, regressa do Ultramar e é, a partir de 23 de outubro de 1974, 2.° comandante da Base Aérea n.° 2 – Ota, e, concomitantemente, presidente da comissão liquidatária da Base Aérea n.° 12 – Bissalanca-Bissau, tendo sido promovido, em 19 de dezembro de 1974, a coronel piloto-aviador; chefe do gabinete do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general José Morais e Silva, de 17 de dezembro de 1975 a 2 de janeiro de 1977; 1.º comandante da Base Aérea n.° 5 - Monte Real, de 4 de janeiro de 1977 a 6 de janeiro de 1978, aí pilotando em especial os caças North American F-86 Sabre, da Esquadra 51 (Falcões); adido militar e aeronáutico na embaixada de Portugal em Paris, de 3 de maio de 1978 a 15 de junho de 1981, desempenhando simultaneamente as funções de adido militar aeronáutico na embaixada de Portugal em Bruxelas e no Luxemburgo; miniaturadaimagem|embaixada de Portugal em Paris, onde José Ferreira Infante, então coronel, foi adido militar e aeronáutico de 1978 a 1981 a partir de 26 de agosto de 1981, adjunto no gabinete do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general José Lemos Ferreira; em 1981-1982, frequentou, no Instituto de Altos Estudos da Força Aérea, o curso superior de guerra aérea, sendo, a 1 de agosto de 1982, promovido a brigadeiro-general, patente que posteriormente se passou a designar de major-general; após 9 de agosto de 1982, coordenador do Estado-Maior da Força Aérea (EMFA); de 2 de maio de 1983 a 1 de fevereiro de 1985, na Academia da Força Aérea, onde foi 2.º comandante e 1.º comandante interino;Conforme “Ficha curricular individual” do SIGAP – Sistema de informação de gestão da área de pessoal do Sub-sistema de apoio ao SIAME e SIPRO da Força Aérea Portuguesa, consultada em 12 de agosto de 2025 de 9 de novembro de 1985 a 27 de junho de 1986, auditor do curso de defesa nacional do Instituto da Defesa Nacional; no ano letivo de 1986-1987, professor do Instituto de Altos Estudos Militares; diretor do Museu do Ar de 2 de fevereiro de 1992 a 30 de novembro de 1992, data em que passou à reforma; miniaturadaimagem| |Um Lockheed T-33 Shooting Star, como os que o major-general José Ferreira Infante pilotou, exposto no Museu do Ar, de que foi diretor em 1992 ao longo da sua carreira efetuou mais de treze mil horas de voo, tendo pilotado, entre outras, as seguintes aeronaves: Tiger Moth, Chipmunk, Cessna Skymaster FTB-337G, Beechcraft C-45, Junkers Ju 52, Broussard, os aviões de treino T-6 Harvard, Lockheed T-33 Shooting Star e os supersónicos Northrop T-38 Talon, os caças North American F-86 Sabre, A-7P e Fiat G.91, os de busca e salvamento C-54 Skymaster, HC-54 Searchmaster e SA-16 (Albatroz) e os de transporte Douglas DC-3, DC-4 e DC-6 e os Boeing 707-3F5C da Força Aérea Portuguesa;CORREIA, José Manuel; “Os FIAT G-91 ao ataque na Guiné: Operação Barracuda”; Lisboa; revista “Mais Alto” (367); pp. 22-26, maio/junho de 2007; p. 22, consultado em 12 de agosto de 2025 thumb|Um supersónico Northrop T-38 Talon como os que o comandante José Ferreira Infante pilotou Vida pessoal Nasceu em (Atalaia do Campo, concelho de Fundão, a 4 de julho de 1934, sendo filho de José Infante e de Piedade da Glória Ferreira Infante. Casou, em 9 maio 1970, com Orlanda Maria Rögenes Perez Barreto Infante (Luanda, 28 de julho de 1941 – Lisboa, 2 de maio de 2007, filha de Orlando da Encarnação Alves Barreto e de Ilda Rögenes Perez Barreto), de quem teve um filho, Filipe Antero Rögenes Barreto Infante (Lisboa, 24 de abril de 1971), gestor de empresas.Conforme respetivas certidões de nascimento, casamento e óbito, consultadas em 12 de agosto de 2025 Condecorações e louvores Ordens honoríficas portuguesas 80px Grande-Oficial da Ordem Militar de Avis (25 de março de 1980) Medalhas Militares 80px Medalha de ouro de comportamento exemplar (30 de janeiro de de 1987) 80px Medalha de Mérito Militar de 1.ª classe (18 de dezembro de 1978) 80px Medalha Comemorativa das Campanhas (25 de julho de 1975) 80px Medalha de Mérito Militar de 2.ª classe (10 de abril de 1974) 80px Medalha de prata de comportamento exemplar (25 de abril de 1973) Ordens honoríficas francesas 80px Comendador da Ordem Nacional do Mérito de França (12 de fevereiro de 1985). Louvores Recebeu louvores, de forma escrita e publicados em órgão oficial, na devida forma legal, em 14 de dezembro de 1962, 11 de julho de 1964, 23 de janeiro de 1968, 17 de junho de 1971, 1 de maio de 1973, todos por parte de comandantes militares com a patente de tenente-coronel ou superior e ainda a 20 de janeiro de 1978 do general Chefe do Estado-Maior da Força Aérea e a 8 de novembro de 1985 do general comandante da Academia da Força Aérea. Ver também Lista de esquadrões de aeronaves da Força Aérea Portuguesa (em inglês - List of Portuguese Air Force aircraft squadrons)

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