Edifício Crillón (em castehlano Edificio Crillón) é um edifício chileno de estilo eclético localizado no centro histórico de Santiago. Originalmente construído como residência familiar de uma abastada família chilena, o imóvel passou por diversas transformações ao longo do tempo. Posteriormente, abrigou o primeiro hotel de luxo da cidade. Em uma etapa seguinte, foi submetido a uma restauração em estilo, preservando seus elementos históricos, especialmente a fachada e os detalhes decorativos, notáveis pela qualidade artesanal e pela elegância. Atualmente, o edifício é utilizado como centro comercial e de escritórios.

História O edifício foi projetado pelos arquitetos Alberto Siegel, da Áustria, e Augusto Geiger, da Suíça. O conceito arquitetônico caracteriza-se por um estilo eclético, inspirado no neoclassicismo francês, mas que também integra elementos da arquitetura moderna alemã.

O financiamento partiu da família Larraín García-Moreno, que possuía vastas propriedades agrícolas e, consequentemente, recursos financeiros significativos. A construção ocorreu entre 1917 e 1919 e serviu como residência familiar até 1932, quando foi vendida a Adriana Cousiño Goyenechea, que transformou o imóvel em hotel. Na época, Santiago não contava com hotéis cinco estrelas ou equivalentes, de modo que visitantes nacionais e internacionais de prestígio eram hospedados em residências da aristocracia local.

Inicialmente chamado de Hotel Savoy, o estabelecimento foi rebatizado como Hotel Crillón, uma versão hispanizada do emblemático Hôtel de Crillon, em Paris. A administração foi entregue ao francês Jorge Kuppenheim. Entre os hóspedes ilustres estiveram o presidente dos Estados Unidos, Dwight D. Eisenhower, o comediante mexicano Cantinflas e o ator norte-americano Clark Gable.

Na década de 1960, Fernando e Pablo Sahli, junto com a mãe Berta Natermann, adquiriram a operação do hotel da família Kuppenheim e o administraram até 1977, quando fechou definitivamente. A família Cousiño, atual proprietária do imóvel, decidiu converter o térreo em centro comercial e os andares superiores em escritórios.

O Hotel Crillón serviu também de inspiração para diversas obras artísticas. O romance La Chica del Crillón (A garota do Crillón, 1935), de Joaquín Edwards Bello, narra a história de Teresa Iturrigorriaga, uma jovem aristocrata que perde sua fortuna e enfrenta dificuldades financeiras. Já o filme da Netflix, El lugar de la otra (No lugar dela), da diretora Maite Alberdi, baseia-se em um crime real ocorrido em abril de 1955, quando a escritora María Carolina Geel (pseudônimo de Georgina Silva Jiménez) assassinou seu amante em um dos salões do hotel.

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