Em 19 de outubro de 2023, parte da , uma igreja ortodoxa grega localizada na Cidade de Gaza, na Faixa de Gaza, foi danificada durante um ataque aéreo israelense, resultando na morte de pelo menos 18 civis palestinos durante a Guerra de Gaza. Mais de 450 residentes cristãos e muçulmanos da Faixa de Gaza estavam abrigados no local.

Contexto

A Igreja Ortodoxa Grega de São Porfírio está situada no da Cidade Velha de Gaza e abriga o túmulo de São Porfírio, que foi bispo de Gaza entre 395 e 420. A igreja também foi danificada durante a campanha de bombardeios das Forças de Defesa de Israel (FDI) na Faixa de Gaza em julho de 2014, quando seus tanques de água foram destruídos e uma casa vizinha foi atingida por projéteis de tanques das FDI. Naquela ocasião, a igreja servia de refúgio para cidadãos de Gaza e realizou orações do Ramadã em seu pátio. Segundo a CBN News no mesmo ano, o arcebispo ortodoxo grego Alexios afirmou, fora das câmeras, que o Hamas utilizou o terreno da igreja para disparar foguetes.

A Igreja de São Porfírio está a menos de 300 m do complexo do Hospital Árabe Al-Ahli, onde uma explosão matou e feriu centenas de pessoas que buscavam refúgio contra os ataques aéreos israelenses.

Ataque aéreo Autoridades palestinas relataram que pelo menos 500 muçulmanos e cristãos estavam abrigados na igreja, protegendo-se dos bombardeios das FDI. Um membro da comunidade informou que cerca de 100 pessoas estavam no prédio de dois andares atingido pelo ataque, enquanto aproximadamente 400 estavam distribuídas pelo complexo. Em uma declaração inicial, as FDI afirmaram que jatos de combate israelenses atingiram um centro de comando e controle próximo, usado pelo Hamas para atacar Israel. As FDI reconheceram os danos à igreja e os relatos de vítimas resultantes do ataque.

O ataque aéreo causou danos à estrutura externa da igreja e levou ao colapso de um prédio adjacente pertencente ao complexo.

A , nas proximidades, também sofreu danos devido ao ataque aéreo.

Imagens de vídeo da igreja após o ataque foram publicadas, mostrando um menino ferido sendo retirado dos escombros. Outro vídeo mostra pessoas procurando sobreviventes nos destroços do prédio.

Vítimas Pelo menos 18 civis palestinos foram mortos no ataque aéreo. Um trabalhador da defesa civil relatou que as pessoas nos andares inferiores foram mortas, enquanto a maioria dos sobreviventes estava nos andares superiores. Vários palestinos feridos foram levados ao hospital. Entre os mortos estava o fotógrafo e arquivista Marwan Tarazi, responsável pelo arquivo do estúdio de fotografia do século XX de .

Reações O Patriarcado Ortodoxo Grego de Jerusalém condenou veementemente o ataque como um crime de guerra e acusou o exército israelense de atacar igrejas e abrigos civis. A Anistia Internacional pediu que o ataque fosse investigado como um possível crime de guerra.

O ex-congressista norte-americano Justin Amash anunciou que vários de seus familiares foram mortos no ataque aéreo.

O Papa Francisco mencionou o ataque ao pedir o fim dos combates, a permissão para ajuda humanitária em Gaza e a libertação dos reféns mantidos pelo Hamas.

Ver também

Invasão de cemitérios por Israel e necroviolência contra palestinos Destruição do patrimônio cultural durante a invasão israelense na Faixa de Gaza Crimes de guerra na Guerra de Gaza (2023-presente)

Referências

Categoria:2023 na Faixa de Gaza Categoria:Terrorismo de Estado Categoria:Terrorismo em Israel Categoria:Guerra de Gaza Categoria:Palestina (região) Categoria:Ataques aéreos realizados por Israel