A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2017, também conhecida como COP23, foi realizada entre 6 e 17 de novembro de 2017 em Bonn, na Alemanha, sob a presidência das Ilhas Fiji. Esta conferência marcou a primeira vez que um pequeno estado insular presidiu uma COP, trazendo destaque especial para os impactos das mudanças climáticas em nações vulneráveis ao aumento do nível do mar. A COP23 também foi a primeira conferência após o anúncio da retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris, firmado dois anos antes. Contexto e organização A escolha de Fiji como país anfitrião simbolizou a vulnerabilidade dos pequenos estados insulares às mudanças climáticas, especialmente após o ciclone tropical Winston ter devastado o país em 2016. Por limitações de infraestrutura, a conferência foi realizada em território alemão através de acordo bilateral que permitiu a Fiji exercer a presidência em Bonn.
O principal objetivo da COP23 foi avançar na elaboração do "livro de regras" do Acordo de Paris, estabelecendo diretrizes práticas para implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e mecanismos de monitoramento de emissões. A conferência visava preparar o terreno para a finalização completa dessas regras na COP24, programada para 2018 em Katowice. Principais resultados A conferência conseguiu produzir um esboço do livro de regras do Acordo de Paris, incluindo elementos fundamentais sobre como as iniciativas de redução de emissões seriam relatadas e monitoradas. Foi estabelecido o "Diálogo Talanoa" (anteriormente denominado "Diálogo Facilitativo"), processo que ocorreria em 2018 para discussão sobre o aumento da ambição climática dos países.
Um resultado significativo foi a criação da "Powering Past Coal Alliance", liderada pelo Reino Unido e Canadá, com mais de 20 países (entre eles Angola e Portugal) comprometendo-se a eliminar o carvão de suas matrizes energéticas.
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