Descolamento vítreo posterior ( DVP ) é uma condição do olho em que o vítreo se separa da retina. Os sintomas são moscas volantes e flashes de luz na visão periférica. Não há ocorrência de dor. Geralmente, se resolve em poucos meses. As complicações podem ser ruptura da retina, descolamento da retina, buraco macular, enrugamento macular e sangramento vítreo.
Um dos fatores de risco é a miopia. Os episódios podem ser desencadeados por cirurgia de catarata, trauma, uveíte e capsulotomia a laser. O mecanismo subjacente envolve o amolecimento do vítreo, que está relacionado com a idade. O diagnóstico é feito por exame oftalmológico com dilatação. Outras formas de medir utilizadas podem ser o ultrassom e a tomografia de coerência óptica.
Na maioria dos casos, não é necessário nenhum tratamento específico. Pode ser recomendado acompanhamento em 2 a 4 semanas para descartar complicações. Geralmente, os resultados são bons. Se a condição causar problemas significativos, , pode ser tentada a cirurgia, conhecida como vitrectomia.
O descolamento do vítreo posterior torna-se comum à medida que as pessoas envelhecem. Cerca de metade das pessoas com mais de 50 anos são afetadas. É comum que as mulheres sejam afetadas em idades mais jovens. Foi descrito pela primeira vez em 1856 por Muller e em 1875 por Briere.
Referências
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