Siemens Healthineers é uma empresa multinacional alemã especializada em tecnologia médica.Foi criada em 1 de dezembro de 2017, após ser desmembrada de sua controladora Siemens. Em 2016 40% do lucro da Siemens veio da divisão de tecnologia médica, sua sede esta em Erlangen, Alemanha.
O nome Siemens Medical Solutiona foi adotado em 2001 e a mudança para Siemens Healthcare foi feita em 2008.Em maio de 2016, as operações comerciais da Siemens Healthcare foram renomeadas como Siemens Healthineers.
História Século XIX A história da Siemens Healthineers começou em Berlim em meados do século XIX como parte do que hoje é conhecido como a Siemens AG. A Siemens & Halske AG foi fundada por Werner von Siemens e Johann Georg Halske em 12 de outubro de 1847.A empresa se formou em torno de uma invenção criada pela Siemens chamada telégrafo de ponteiro. Com base no telégrafo, a nova invenção de Werner von Siemens usou uma agulha para apontar para a sequência de letras, em vez de usar o código Morse. A empresa, então chamada Telegraphen-Bauanstalt von Siemens & Halske, abriu sua primeira oficina em 12 de outubro.Em 1877, a Siemens incluiu em seu portifólio equipamentos eletromédicos e se especializou em tecnologia médica.
Em 1896, apenas um ano depois que Wilhelm Conrad Röntgen descobriu o raio-X, a Siemens produziu os primeiros tubos de raios-X fabricados industrialmente para diagnósticos médicos.
Século XX Em Aschafemburgo, Alemanha, Friedrich Dessauer fundou sua própria empresa, que mais tarde ganhou destaque sob o nome de Veifa-Werke. As empresas mantiveram laços estreitos entre si, finalmente se fundindo em 1932 para formar a Siemens-Reiniger-Werke (SRW).Mais tarde, em 1933, a Siemens introduziu tubos de ânodo rotativos para raios-X que podiam suportar cargas elétricas muito maiores, lançando as bases para o desenvolvimento de tubos de raios-X modernos.
Apoiados pela Siemens em Erlangen, Inge Edler, um médico sueco, e o físico Carl Hellmuth Hertz ficaram intrigados com a ideia de usar a tecnologia de ultrassom para obter diagnósticos cardíacos mais precisos. Em 1953, eles se tornaram os primeiros a usar a técnica de ultrassom para ecocardiografia.
Em 1958, a empresa sueca Elema-Schönander AB (posteriormente Siemens-Elema AB) desenvolveu o primeiro marcapasso cardíaco implantado em um paciente cardíaco gravemente enfermo pelo cirurgião Åke Senning.
Em meados da década de 1960, o engenheiro da Siemens Ralph Soldner desenvolveu a primeira unidade de ultrassom "em tempo real" do mundo, o Vidoson. Com essa tecnologia, os técnicos podiam visualizar os movimentos dentro do corpo em uma tela enquanto eles ocorriam.
Em 1974, a empresa exibiu sua primeira imagem tomográfica de uma cabeça humana em uma reunião anual da Sociedade Radiológica da América do Norte, em Chicago. Um ano depois, a empresa lançou seu primeiro scanner de tomografia computadorizada, o Siretom.
Em 1998, a Siemens introduziu o primeiro sistema de automação laboratorial baseado em esteiras, o ADVIA LabCell Automation Solution.
Século XXI A Siemens foi a primeira a combinar a Tomografia por emissão de positrões (PET) com a tomografia computadorizada (TC).Ao criar esse sistema de imagem híbrido, a Siemens combinou a capacidade do scanner PET de visualizar processos biológicos da vida com a imagem anatômica de tecidos e órgãos de um sistema de TC. Ao fazer isso, o sistema de combinação permite uma exibição simultânea da anatomia e da função biológica. A revista Time nomeou o Siemens Biograph, o primeiro scanner PET-CT comercial do mundo, como a "Inovação do Ano" em 2000.
De maneira semelhante, a Siemens lançou o Biograph mMR em 2010, o primeiro scanner a combinar completamente as tecnologias de ressonância magnética e PET.
Em dezembro de 2011, a Siemens descontinuou seus aceleradores lineares para o tratamento do câncer, citando pressões de custo e a decisão de se concentrar no diagnóstico por imagem.
Em maio de 2016, a Siemens AG renomeou sua divisão Siemens Healthcare para Siemens Healthineers como parte de sua nova estratégia de gestão.
Em novembro de 2017, a empresa anunciou sua intenção de se tornar listada publicamente na Bolsa de Valores de Frankfurt em março de 2018. Esperava-se que uma participação minoritária de até 25% fosse vendida em parte do IPO, que seria a maior listagem da Alemanha desde o IPO da Deutsche Telekom em 1996, a oferta pública da empresa levantou 4,2 bilhões de euros.
Em 2022, a Siemens Healthineers foi criticada por sua decisão de continuar operando na Rússia, apesar da invasão da Ucrânia pelo país, que levou a vítimas civis generalizadas e condenação internacional. Ao contrário de sua controladora, a Siemens AG, que anunciou sua retirada do mercado russo em resposta à invasão, a Siemens Healthineers afirmou que manterá sua presença, citando seu compromisso em fornecer produtos e serviços de saúde.Essa postura tem sido percebida por alguns como minar os esforços globais para isolar a Rússia econômica e diplomaticamente, particularmente porque as sanções internacionais visam pressionar o país a cessar sua agressão contra a Ucrânia.
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