Ledol é um composto sesquiterpeno venenoso que causa cólicas e outros distúrbios do aparelho digestivo, paralisia e delírio. Os camponeses da região do Cáucaso usavam tradicionalmente plantas de rododendro para estimular alucinações em rituais xamânicos. O ledol reside em óleos essenciais de certas plantas que quando esmagadas, os libertam naturalmente. Uma das espécies com concentração mais elevada desses óleos essenciais é o Rhododendron tomentosum; um arbusto de biomas frios.
O termo ledol deriva da palavra grega ledos, que significa manto ou cobertura. Essa terminologia possivelmente advém da aparência "lanosa" da planta, que tem hastes semelhantes a cabelos saídos da flor.
Usos Históricos e Tradicionais O registo escrito mais antigo conhecido sobre a toxicidade da planta Rododendro data de 401 a.C. na China. Apesar da sua toxicidade, as espécies de Rododendro têm sido documentadas em práticas medicinais tradicionais em múltiplas culturas, incluindo medicina tradicional chinesa, Ayurveda, ervanárias europeias, e norte-americanas.
Relatos sobre rododendros em todo o mundo descrevem inúmeros benefícios para a saúde e tratamento para diversas doenças.
O R. tomentosum é amplamente conhecido pelas suas diversas utilizações médicas, como o tratamento contra o reumatismo, tosse, gripes, reações alérgicas a picadas de insetos. Alguns nomes comuns incluem "chá do pântano", "chá de Labrador", e "alecrim do pântano".
Cientistas dedicaram estudos aprofundados em rebentos de R. tomentosum, devido à alta concentração de óleos essenciais, com potenciais fins antidiabéticos, antimicrobianos, e antioxidantes.