A Discoteca Oneyda Alvarenga é um centro de informação e preservação musical mantido pelo Centro Cultural São Paulo (CCSP), dedicado coleta, à preservação, pesquisa e difusão de registros sonoros da música popular e folclórica brasileira. Fundada em 1935, por iniciativa de Mário de Andrade e originalmente sob o nome de Discoteca Pública Municipal, é considerada o maior acervo público de música do país e homenageia sua primeira responsável, Oneyda Alvarenga devido seu trabalho de organização e difusão de acervos sonográficos.

História O projeto da discoteca surgiu em 1935 a partir das políticas culturais modernistas desenvolvidas por Mário de Andrade enquanto diretor do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo. Ele via na fonografia um instrumento para documentar e preservar as tradições musicais do Brasil.

A primeira responsável pela instituição foi a musicóloga e compositora Oneyda Alvarenga (1911-1984), aluna e colaboradora de Mário de Andrade, que dirigiu a discoteca até 1968. Em reconhecimento à sua contribuição, o acervo passou a levar seu nome após sua morte.

Acervo Em 2016, seu acervo continha cerca de 45000 discos de 78 rotações por minuto (rpm) e outros 26000 LPs de 33 1/3 rpm, 1700 CDs e um acervo impresso com 62000 partituras.Esses números tornam a Discoteca um dos maiores acervos públicos especializados em música brasileira.

A discoteca mantém ainda uma base digital acessível ao público por meio da Plataforma Paradas Sonoras, que disponibiliza parte de seu acervo em formato digital.

Importância cultural A Discoteca atua em diferentes frentes: atendimento a pesquisadores e público em geral, sessões públicas de audição (concertos de discos), políticas de preservação e acondicionamento, digitalização de faixas selecionadas e curadoria de programas educativos e expositivos. Trabalhos etnográficos e artigos acadêmicos discutem também o papel da Discoteca na construção do patrimônio imaterial musical e na formação de práticas de escuta coletiva.

Além de sua importância para pesquisas musicológicas e etnomusicológicas, a Discoteca tem sido objeto de estudos sobre patrimonialização sonora. Houve iniciativas recentes relacionadas ao processo de tombamento do acervo e a articulação com políticas públicas de memória e patrimônio, demonstrando reconhecimento institucional de seu valor histórico e cultural. Estudos acadêmicos e relatórios discutem como a discoteca contribuiu para tornar acessíveis registros cruciais da história musical brasileira.

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