Cristóvão Tavares de Barbuda (Elvas, 3 de fevereiro de 1697 — após 1760) foi um oficial militar, lavrador abastado, proprietário agrícola e Mestre de Postas português do século XVIII, Cavaleiro da Ordem de Cristo e irmão da Ordem Terceira de São Francisco de Elvas.

Biografia Nascido a 3 de fevereiro de 1697 na Rua da Pedra, na freguesia do Salvador, em Elvas, era filho de Luís Tavares de Barbuda, Meirinho da Correição, e de sua esposa, Brites Cordeiro de Couto. Foi batizado na igreja do Salvador, tendo como padrinho João Pereira de Abreu.

Desenvolveu atividade militar e económica relevante na região do Alentejo. Como oficial do Exército Português, exerceu o posto de Tenente de Cavalos. Exerceu também as funções de Mestre de Postas e afirmou-se como um abastado lavrador da região de Elvas.

A 27 de fevereiro de 1748, por provisão régia emitida durante o reinado de D. João V, foi-lhe assegurado o direito de arrendamento da Herdade da Torre da Sé para a manutenção dos cavalos da posta, mediante o pagamento anual de quatro moios de trigo. A provisão garantia-lhe autorização para que qualquer pessoa encontrada com cavalgaduras ou bois na referida herdade fosse presa e condenada ao pagamento de uma coima de 10 mil réis destinada aos cativos.

Na década de 1760, manteve intensa atividade patrimonial e judicial em Elvas: A 1 de junho de 1762, obteve sentença favorável respeitante a uma tapada de olival situada no sítio do Outeiro do Castelhano (anteriormente pertencente a Margarida Lopes), que passou para o seu domínio direto. A 30 de setembro de 1762, representado pelo seu procurador Domingos Ribeiro, arrematou em praça pública a referida tapada e as vinhas contíguas, pertencentes a João Rodrigues Fangueiro e ao Capitão José Silveiro. Em 1763, figura com residência estabelecida na Rua da Alagoa, em Elvas, exercendo a exploração agrícola como lavrador da Herdade da Padeira.

Contexto histórico e familiar A família Tavares de Barbuda constituiu uma linhagem com origens repartidas entre Seia e a cidade de Elvas. Através da aliança matrimonial de Cristóvão Tavares de Barbuda com D. Teresa Josefa de Sande e Vasconcelos, a sua descendência uniu-se a uma das casas de maior relevo nobre e patrimonial de Estremoz e do Alto Alentejo — os Sande e Vasconcelos Vila-Lobos.

A partir desta união, os seus filhos e sucessores mantiveram a representação familiar em Elvas e Estremoz, ocupando cargos militares, administrativos e nas ordens de cavalaria ao longo do século XVIII.

Matrimónios e Descendência Cristóvão Tavares de Barbuda casou por duas vezes:

A 4 de outubro de 1719, casou em primeiras núpcias na igreja de Santa Catarina, em Lisboa, com Maria Thereza de Jesus.

A 29 de fevereiro de 1724, casou em segundas núpcias na freguesia de Santiago, em Estremoz, com D. Tereza Josefa de Sande e Vasconcelos (1697–1746), filha de João Nogueira de Mendanha Santiago, Cavaleiro da Ordem de Cristo, e de D. Dionísia Sande e Vasconcelos Vila-Lobos. O matrimónio teve como testemunhas o Coronel Cristóvão Landim da Gama e o Coronel Luís Rodrigues da Fonseca.

Do seu segundo casamento nasceram: D. Dionísia de Sande (b. 3 de fevereiro de 1725 na freguesia de São Pedro, Elvas). Casou a 21 de agosto de 1745, na freguesia de Santa Maria da Alcáçova, em Elvas, com Gregório das Neves Leitão. Luís Tavares de Sande e Vilalobos (b. 15 de novembro de 1726 na freguesia de São Pedro, Elvas). Casou a 14 de setembro de 1755, na freguesia de São Pedro, em Elvas, com Maria Josefa Gromicho. Afonso Tavares de Sande e Vilalobos (b. dezembro de 1728 na freguesia de São Pedro, Elvas). Cavaleiro da Ordem de Cristo (habilitado em 1760). Casou a 5 de agosto de 1764, na freguesia de Santa Maria da Alcáçova, em Elvas, com Teresa Eugénia de Melo.

Referências

Categoria:Nascidos em 1697 Categoria:Naturais de Elvas Categoria:Militares de Portugal Categoria:Cavaleiros da Ordem de Cristo Categoria:Proprietários rurais de Portugal