O impetigo bolhoso é uma infecção bacteriana da pele que causa a formação de bolhas grandes (flictenas). O número de lesões geralmente aumenta com o tempo, e, quando a bolhas se rompem, deixam uma crosta amarelada. As lesões podem ser dolorosas ou provocar coceira. Com frequência, afetam áreas onde a pele entra em atrito, como a região da virilha. Outros sintomas podem incluir febre e inchaço dos linfonodos. As complicações possíveis incluem ulceração da pele, conhecida como ectima.
A doença é causada pela bactéria Staphylococcus aureus, que produz toxinas específicas capazes de romper as conexões entre as células da camada mais superficial da pele. O impetigo bolhoso é contagioso e se transmite por contato direto e próximo com pessoas infectadas. O diagnóstico geralmente é feito com base nos sintomas e no exame clínico, podendo ser confirmado por cultura bacteriana. Em casos de dúvida diagnóstica, a realização de uma biópsia pode auxiliar na confirmação.
O tratamento é feito, em geral, com antibióticos orais, como cefalexina, amoxicilina com ácido clavulânico ou doxiciclina. O prognóstico é geralmente bom, com resolução do quadro em até três semanas. Em casos raros, podem ocorrer escarlatina, síndrome da pele escaldada estafilocócica ou problemas renais, especificamente glomerulonefrite pós-estreptocócica.
O impetigo bolhoso é uma condição relativamente comum, responsável por cerca de 3% das erupções cutâneas em crianças. Aproximadamente 30% dos casos de impetigo apresentam a forma bolhosa, enquanto os 70% restantes correspondem ao impetigo não bolhoso. A maioria dos casos ocorre em crianças com menos de dois anos. Quando ocorre em adultos, é recomendável investigar alterações na imunidade, incluindo VIH/SIDA.
Referências
Categoria:!Artigos traduzidos da MDWiki