A lista a seguir discrimina os atletas brasileiros que participaram da Paris 2024, independentemente de terem logrado êxito na busca por medalhas.
Nos Jogos Olímpicos de Verão de 2024, os Jogos de Verão de número XXXIII, em Paris, na França, o Brasil participou de sua trigésima terceira Olimpíada, sendo a vigésima quarta participação nos Jogos de Verão, com 277 atletas (153 mulheres e 124 homens) disputando 33 esportes: tiro com arco, ginástica artística, atletismo, badminton, basquetebol, voleibol de praia, boxe, canoagem, ciclismo, saltos ornamentais, hipismo, esgrima, futebol, handebol, judô, maratona aquática, pentatlo moderno, ginástica rítmica, remo, rúgbi, vela, tiro esportivo, skate, surfe, natação, tênis de mesa, taekwondo, tênis, ginástica de trampolim, triatlo, voleibol, levantamento de peso e luta olímpica.
Embora não tenha igualado ou superado o recorde das 21 medalhas obtidas em Tóquio, a delegação brasileira, liderada por Michelle Ramalho e Rogério Sampaio, conseguiu um bom desempenho e manteve a marca na casa das duas dezenas. Foram 58 finais e 20 medalhas conquistadas: 3 de ouro, um recorde de 7 pratas — superando as 6 obtidas em três edições (nos dois Jogos anteriores e em Sydney) — e um recorde de 10 bronzes, igualando a marca alcançada em Pequim, mesmo com o impacto de um ciclo olímpico de apenas três anos. Outro detalhe significativo foi a marca feminina nas conquistas. Pela primeira vez numa edição de Verão, o Brasil levou mais atletas do sexo feminino do que masculino e 12 das 20 das medalhas foram conquistadas por brasileiras, além da participação decisiva no torneio misto de judô.
Subsedes A cerimônia de abertura foi realizada no Trocadéro, centro de Paris, com o desfile das delegações acontecendo em embarcações navegando pelo rio Sena, primeira vez que o evento ocorreu fora de um estádio. Várias regiões anexas a Paris e outras cidades abrigaram eventos nesses Jogos. Além de Paris, a maior parte das disciplinas foram disputadas na região da Île-de-France, ao norte da capital francesa, como: Saint-Denis (atletismo, rúgbi, nado sincronizado, saltos ornamentais, polo aquático e cerimônia de encerramento); Villepinte (boxe e pentatlo moderno); Versalhes (hipismo e provas de equitação do pentatlo moderno); Élancourt (ciclismo mountain bike); Saint-Quentin-en-Yvelines (demais provas de ciclismo); Le Bourget (escalada); Guyancourte (golfe); Nanterre (natação e polo aquático); Colombes (hóquei); Châteauroux (tiro esportivo); Marselha (vela e futebol); Lille (basquetebol e handebol); Bordeaux, Saint-Étienne, Nantes, Lyon e Nice (futebol); a disputa do surfe aconteceu em outro país, em Teahupo‘o, no Taiti.
"Vivência Olímpica" O "Projeto Vivência Olímpica" teve sua terceira edição, após o cancelamento do programa em Tóquio devido a pandemia de Covid, e contou com 12 jovens promessas do esporte olímpico brasileiro para as próximas edições.
Medalhistas 2024 Quanto às medalhas de bronze, do mar do Taiti veio a conquista no shortboard de Gabriel Medina. Três bronzes vieram dos tatames: no taekwondo com Edval Pontes no peso leve, com a judoca Larissa Pimenta no peso meio-leve e uma medalha inédita para o judô por equipe que consagrou 6 judocas como multimedalhistas. Do skate vieram duas conquistas: Augusto Akio no park e a segunda conquista de Rayssa Leal no street. Bia Ferreira também se tornou medalhista múltipla com sua segunda medalha no peso leve do boxe, dessa vez um bronze. Das pistas de atletismo veio o segundo bronze de Alison dos Santos nos 400 metros com barreiras. José Roberto Guimarães alcançou o quinto pódio como treinador da equipe de vôlei feminino consagrando a terceira medalha de Thaísa e tornando bimedalhistas as jogadoras Ana Cristina, Carolana, Gabi, Macris, Roberta e Rosamaria. Outra medalha inédita veio com a equipe feminina da ginástica, conquistada por Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Júlia Soares, Lorrane dos Santos e a agora recordista Rebeca Andrade.
Os vice-campeões dessa edição foram: o judoca Willian Lima no peso meio-leve. O marchador Caio Bonfim na marcha de 20 km. A surfista Tatiana Weston-Webb no shortboard feminino. O canoísta Isaquias Queiroz no C-1 1000 metros, sua 5.ª medalha. A seleção de futebol feminino treinada por Arthur Elias e que marcou a terceira medalha de prata de Marta, contando ainda no plantel com Antônia, Tarciane, Rafaelle, Tamires, Yasmin, Angelina, Kerolin, Gabi Nunes e Gabi Portilho, entre outras. Duas pratas conquistadas pela ginasta Rebeca Andrade (salto sobre a mesa e individual geral).
4 mulheres conquistaram o alto do pódio: Rebeca Andrade se tornou bicampeã olímpica, dessa vez na prova de exercícios de solo. Beatriz Souza conquistou a 5.ª medalha dourada do judô brasileiro e se tornou a terceira brasileira a chegar ao alto do pódio, a primeira no peso pesado. No vôlei de praia, Ana Patrícia e Duda se reencontraram como dupla e conquistaram o 4.° ouro da categoria para o Brasil.
Demais destaques Mantendo as iniciativas de equiparar a participação feminina, o COI seguiu e avançou com as propostas iniciadas nos Jogos anteriores e, entre estas, casais foram encarregados de vários momentos, desde a Cerimônia de Abertura, e o casal de porta-bandeiras da delegação brasileira foi formado pelo canoísta Isaquias Queiroz e por Raquel Kochhann, capitã da equipe de rúgbi, que retornava à uma Olimpíada — a terceira —, depois de enfrentar e se recuperar de um câncer de mama.
O futebol masculino, então treinado por Ramon Menezes não se classificou para tentar em Paris lutar por um tricampeonato olímpico inédito. Em outros esportes, porém, diversos atletas alcançaram bons resultados além das medalhas obtidas.
Na ginástica artística, Diogo Soares avançou à final do individual geral masculino, terminando em 23.° lugar; Júlia Soares e Flávia Saraiva disputaram a final de seus aparelhos, ficando em 7.° lugar na trave de equilíbrio e 9.° no individual geral, respectivamente e Rebeca ainda foi 4.ª colocada na final da trave.
No atletismo, Caio Bonfim também ficou bem colocado na marcha mista de 20 km e, ao lado de Viviane Lyra, concluíram a prova na 7.ª colocação; nas provas de campo, as melhores colocações foram de Almir dos Santos no salto triplo e Luiz Maurício no lançamento de dardo, ambos concluindo na 11.ª posição.
A seleção brasileira de basquete masculino comandada pelo croata Aleksandar Petrović retornou aos Jogos, mas parou nas quartas de final contra a seleção dos Estados Unidos, terminando em 7.° lugar.
Na canoagem slalom, Ana Sátila disputou três finais, terminando em 5.° no C-1, 4.° no K-1 e também 4.° lugar no caiaque cross; na canoagem de velocidade, além da medalha conquistada, Isaquias ainda correu a final do C-2 500 metros junto com Jacky Godmann e terminaram na 8.ª posição e no feminino do C-1 200 metros Valdenice Conceição disputou a final B, terminando em 13.° lugar.
No ciclismo BMX Gustavo "Bala Loka" Oliveira avançou à final e terminou na 6ª colocação.
No hipismo, a equipe do concurso de equitação conseguiu a melhor colocação com um 12.° lugar; no concurso de saltos Rodrigo Pessoa, aos 51 anos, disputou sua 8.ª Olimpíada, em sua terra natal, se tornando o atleta brasileiro com mais participações em Olimpíadas, superando a futebolista Formiga, o velejador Robert Sheidt e a ciclista e esquiadora Jaqueline Mourão, que têm 7 participações cada, mas não passou da fase classificatória e ainda igualou o atirador Sebastião Wolf como atletas mais velhos a disputar os Jogos pelo Brasil, embora tenham nascido em território estrangeiro, Wolf era alemão de nascimento e Pessoa, francês. O melhor resultado na modalidade foi a 5.ª posição de Stephan Barcha.
Na esgrima, havia a expectativa de uma medalha inédita com Nathalie Moellhausen na espada, mas ela foi eliminada na fase de 32, devido a problemas de saúde. Ela passou mal durante o duelo com a Canadense Ruien Xiao, pediu tempo para se recuperar, terminou a disputa, mas foi eliminada por pontos, ficando na 19.ª posição. Após a competição revelou estar enfrentando um tratamento de um tumor na coluna, diagnosticado em fevereiro daquele ano.
O handebol feminino treinado por Cristiano Rocha fez um torneio bastante sólido, avançou às quartas de final quando perdeu para a forte seleção da Noruega e terminou em 7.° lugar. O handebol masculino não se classificou para essa edição.
No judô, além das medalhas, as melhores colocações foram dois 5.os lugares de Rafael Macedo no peso meio-médio e de Rafaela Silva no peso leve.
Na maratona aquática, Ana Marcela terminou em 4.° e Viviane Jungblut em 11.° lugar.
Bárbara Domingos tornou-se a primeira brasileira finalista individual na ginástica rítmica.
A vela passou em branco em Paris. A melhor colocação foi na classe fórmula kite com Bruno Lobo na 7.ª colocação. As bicampeãs Martine e Kahena, dessa vez terminaram em 8.° lugar.
No skate, Pedro Barros do park e Kelvin Hoefler do street, medalhistas em Tóquio, finalizaram respectivamente em 4.° e 6.° lugares; Luigi Cini ainda avançou à final do street e concluiu em 7.° lugar; no park feminino, Dora Varella concluiu na 4.ª posição.
Na natação masculina, o único brasileiro finalista foi Guilherme Costa nos 400 metros livre, terminando em 5.° lugar; já no feminino o país disputou três finais: Mafê Costa nos 400 metros livre, Bia Dizotti nos 1500 metros livre e o revezamento 4x200 metros, todas encerrando em 7.° lugar.
No tênis de mesa, Hugo Calderano disputou a medalha de bronze e terminou em 4.° lugar, melhor colocação do país na modalidade.
No tênis, as duplas masculina, feminina e mista caíram nas oitavas de final; as medalhistas de Tóquio Laura Pigossi e Luisa Stefani disputaram separadas em Paris: Luisa fez dupla com Bia Haddad no feminino e com Thiago Wild no torneio misto; Laura jogou o torneio de simples e caiu na primeira rodada, enquanto Bia também disputou as simples, caindo na segunda rodada.
No triatlo, o melhor desempenho foi o 8.º lugar no revezamento misto; no individual, Miguel Hidalgo conquistou o 10.° lugar na prova masculina, melhores marcas da modalidade para o Brasil até aqui.
No trampolim, Rayan Dutra foi 12.° colocado na prova masculina.
O vôlei masculino treinado por Bernardinho Rezende caiu para os Estados Unidos nas quartas de final.
No halterofilismo feminino, Amanda Schott e Laura Amaro avançaram e terminaram respectivamente em 8.° e 7.° lugares em suas categorias.
Na luta olímpica feminina, Giullia Penalber disputou a medalha de bronze da luta livre até 57 kg e terminou o torneio na 5.ª colocação, melhor resultado das lutas na história olímpica do Brasil até o momento.
Com esses feitos, Rebeca se tornou a maior atleta brasileira de toda a história dos Jogos com 6 pódios, entrando também para o grupo de bicampeões olímpicos, agora com 16 brasileiros; Isaquias Queiroz ampliou seus feitos ao conquistar seu quinto pódio; Marta, Baby e Thaísa também ampliaram suas conquistas para 3 pódios; mais 15 brasileiros entraram para o grupo de medalhistas múltiplos: as voleibolistas Ana Cristina, Carol Silva, Gabi, Macris, Roberta e Rosamaria; os judocas Bia Souza, Daniel Cargnin, Ketleyn Quadros, Larissa Pimenta, Rafaela Silva e Willian Lima; a pugilista Bia Ferreira; a skatista Rayssa Leal e o corredor Alison Piu; Bia Souza, Larissa Pimenta e Willian Lima ainda igualaram os feitos de Guilherme Paraense, Afrânio da Costa, Gustavo Borges, César Cielo, Isaquías Queiroz e Rebeca Andrade ao conquistarem duas medalhas nessa mesma edição. Agora são 115 brasileiros com pelo menos duas conquistas olímpicas. (Vide seção "Multimedalhistas").
Abaixo segue a relação dos esportistas brasileiros participantes da Paris 2024.
Jovens 12 atletas participaram do Projeto Vivência Olímpica 2024. Celine Bispo (natação) Isabelle Estevez (tiro com arco) Júlia Kudiess (voleibol) Kaillany Cardoso (judô) Lucas Fonseca (vela) Matheus Melecchi (maratona aquática) Pedro Oliveira (voleibol de praia) Rebeca Lima (boxe)