María Victoria Pajarrón López (Málaga, 13 de março de 1888 – São Sebastião da Pedreira, Lisboa, 30 de abril de 1915) foi uma fadista e atriz que deu o nome ao Teatro Maria Vitória.
Biografia miniaturadaimagem|Teatro Maria Vitória - Lisboa|262x262px Era filha do agricultor Francisco Pajarrón, natural de Valência, Espanha, e de María de Carmen López, natural de Málaga. Veio para Lisboa criança, juntamente com a mãe, não tendo completado a sua educação devido à rigidez do ensino do convento que frequentou. Morena e de olhos negros, começou por se dedicar à prostituição e, depois, começou a cantar o fado na boémia noturna lisboeta, granjeando popularidade entre o público, quer masculino, quer feminino.
Estreou-se como atriz em 1908, no Casino de Santos, tendo também atuado no Salão Fantástico e na Rua dos Condes. No teatro de revista, atuou em diversos papéis com a Companhia do Teatro Avenida, dirigida por Luís Galhardo.
Em 1912, integra o elenco, como primeira figura, da revista A Espiga, escrita pelos autores Lino Ferreira, Pereira Coelho e Gustavo de Matos Sequeira (sob o pseudônimo de Eu, Tu, Eles), e que glorificava a implantação da República em Portugal.
Mais tarde, participou na revista O 31 como atriz e fadista, celebrando o Fado do 31, inicialmente intitulado Semente da desordem, que fazia alusão ao estado em que Portugal se encontrava na altura.
Maria Vitória morreu de tuberculose aos 27 anos, a 30 de abril de 1915, na Rua Neves Piedade (atualmente Rua Filipe da Mata), letras JHS, freguesia de São Sebastião da Pedreira, em Lisboa, e foi sepultada no Cemitério de Benfica.
Reconhecimento O Teatro Maria Vitória, o primeiro a ser edificado no Parque Mayer, veio homenagear a atriz e fadista, colocando o seu nome na fachada.
A 1 de julho de 1922, estreou a peça Lua Nova de Ernesto Rodrigues, Félix Bermudes e João Bastos, que continha quadros de homenagem à atriz. Mais tarde, na revista A Marcha de Lisboa, Estevão Amarante na rábula O Velho Estudante, menciona declara que antes de Amália, era Maria Vitória a princesa do fado.
Em 1944, 29 anos após a sua morte, Avelino de Sousa e Venceslau de Oliveira criaram a opereta Maria Vitória, em sua homengem.
Teatro Integrou o elenco da Revista "O 31", no Teatro Avenida
Referências
Categoria:Fado Categoria:Atrizes portuguesas do século XX Categoria:Nascidos em 1888 Categoria:Artigos criados GLAM Teatro Variedades