Em 19 de outubro de 2025, ocorreu um roubo na , no Museu do Louvre, em Paris, França, no qual parte das Joias da Coroa Francesa foi levada. O assalto durou entre quatro a sete minutos. Foi o primeiro roubo de arte ocorrido no Louvre desde o furto da pintura Le chemin de Sèvres, em 1998. Roubos no museu são raros devido ao seu rigoroso sistema de segurança.

Assalto O assalto ocorreu por volta das 9h30(CET), cerca de meia hora após a abertura do museu. Os três ou quatro ladrões teriam chegado ao local em motonetas, entrando pelo lado do rio Sena, portando pequenas motosserras e outras ferramentas. Eles usavam coletes amarelos e laranja, disfarçando-se de trabalhadores. Acredita-se que tenham entrado por uma janela do andar superior, após utilizarem um elevador mecanizado para alcançar o primeiro pavimento. Os criminosos se aproveitaram das obras de reforma no museu para acessar a sala desejada na Galeria Apollo. Depois de cortar as janelas com um cortador de disco movido a bateria e ameaçar os seguranças presentes, roubaram nove itens. Após deixarem o Louvre, fugiram em direção à autoestrada A6.

Os objetos roubados foram identificados pelo Ministério da Cultura da França como pertencentes ao da Maria Amélia de Bourbon e Hortênsia de Beauharnais — incluindo uma tiara, um colar e brincos — além de um colar de esmeraldas e um par de brincos de esmeraldas do conjunto de Maria Luísa da Áustria, o broche relicário, o grande broche de laço de corsage de Eugênia de Montijo e a Coroa da Imperatriz Eugênia. Esta última foi recuperada fora do museu, porém danificada. O item mais célebre da coleção, o Diamante Regente, permaneceu no local. O museu foi evacuado e não reabriu pelo restante do dia.

Investigação A atenção voltou-se para um pequeno caminhão estacionado próximo ao museu, com uma plataforma elevatória estendida até uma varanda do primeiro andar. Um pouco mais afastado do veículo, foram encontrados dois esmeris (moedores angulares), um maçarico, gasolina, luvas, um rádio comunicador (walkie-talkie) e um cobertor.

Os investigadores conseguiram encontrar amostras de ADN e impressões digitais no local a partir de itens deixados para trás pelos ladrões enquanto fugiam, nomeadamente luvas, um colete, um maçarico e ferramentas elétricas.

Em 29 de outubro de 2025, os dois suspeitos por suspeita de envolvimento no roubo histórico do museu foram presos e admitiram participação no crime.

Em 25 de novembro de 2025, mais quatro suspeitos, compostos de dois homens e de 38 e 39 anos e duas mulheres de 31 e 40 anos, de participação no roubo do museu foram presos. Um deles é o último suspeito de fazer parte da quadrilha de quatro homens que efetuou a invasão.

Reações O presidente da França Emmanuel Macron condenou o roubo, dizendo: O roubo cometido no Louvre é um ataque a um patrimônio que prezamos porque é a nossa História. Recuperaremos as obras e os autores serão levados à justiça. Tudo está sendo feito, em todos os lugares, para alcançar esse objetivo, sob a liderança do Ministério Público de Paris. O projeto Novo Renascimento do Louvre, que lançamos em janeiro, prevê segurança reforçada. Será o garante da preservação e proteção do que constitui a nossa memória e a nossa cultura.

O ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, classificou como um "grande roubo" e afirmou que o valor dos bens roubados era "incalculável".

A ministra da Cultura da França, Rachida Dati, disse à TF1: "Vimos algumas imagens: eles não atacam as pessoas, entram calmamente em quatro minutos, destroem vitrines, pegam o saque e vão embora. Sem violência, muito profissionalismo".

O Ministério Público de Paris abriu uma investigação sobre o roubo.

Ver também Assalto em Dresden em 2019

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