Filippo Archinto (5 de julho de 1495 – 21 de junho de 1558) foi um jurista, diplomata e bispo italiano, que serviu como Governador de Roma, Vigário papal de Roma, e, posteriormente, Arcebispo de Milão. Foi reconhecido por sua atuação diplomática junto ao Sacro Império Romano-Germânico e à Santa Sé, sendo estimado tanto pelo imperador Carlos V quanto pelo Papa Paulo III.

Biografia Filippo Archinto nasceu em Milão, filho de Cristoforo Archinto e Maddalena Torriani.Giussano, pp. 2–6. Estudou Direito nas universidades de Pavia e Bolonha, obtendo o título de doutor.Giussano, pp. 11–14. Retornou a Milão, onde ingressou no Colégio dos Juristas.

Carreira diplomática Em 1529, participou de uma embaixada de Milão ao imperador Carlos V em Barcelona, representando a fidelidade da cidade ao império. Em 1535, após a morte de Francisco II Sforza, foi novamente enviado como embaixador a Nápoles, sendo nomeado conselheiro imperial por Carlos V.Giussano, pp. 41–44; Savio, p. 209.

Mais tarde, o imperador o designou para uma missão diplomática junto ao Papa Paulo III, negociando questões territoriais relativas ao Marquesado de Monferrato.Savio, p. 211.

Serviço à Santa Sé Reconhecido por seu talento diplomático, Paulo III o nomeou Protonotário apostólico e, em 6 de maio de 1538, Vice-Camareiro da Igreja Romana e Governador de Roma.Gaetano Moroni, Dizionario storico-ecclesiastica, vol. XXXII (1845), pp. 41–42. Acompanhou o Papa a Nice nas negociações de paz entre Francisco I de França e Carlos V, sendo, depois, enviado como Governador a Camerino para resolver disputas de sucessão.

Pregou, em 1539, o sermão fúnebre da imperatriz Isabel de Portugal, esposa de Carlos V.Savio, pp. 214–215. Foi também membro da Congregação encarregada da administração da Basílica de São Pedro.

Bispo e arcebispo Em 19 de março de 1539, Paulo III o nomeou Bispo de Borgo San Sepolcro; e em 19 de outubro de 1546, foi transferido para a Diocese de Saluzzo.Savio, p. 217. Entre 1546 e 1556, serviu simultaneamente como Vigário de Roma e participante do Concílio de Trento, em Bolonha.

Em 1554, foi designado Núncio Apostólico em Veneza, com autoridade de legatus a latere. Dois anos depois, em 16 de dezembro de 1556, o Papa Paulo IV o nomeou Arcebispo de Milão — porém, devido a conflitos entre a Santa Sé e a coroa espanhola, o governador de Milão, Juan de Fonseca, impediu sua entrada na cidade.Saxius, p. 1009.

Refugiou-se em Bérgamo, onde exerceu administração pastoral até sua morte, em 21 de junho de 1558.Giussano, p. 182.

Obras Publicou, entre outros textos: De fide et sacramentis edictum (Roma, 1545; Ingolstadt, 1546); Oratio de nova christiani orbis pace habita (Roma, 1544), discurso em louvor dos esforços de Paulo III pela paz entre França e o Império.Society for the Diffusion of Useful Knowledge, Biographical Dictionary, vol. III (1843), p. 295.

Bibliografia

Ligações externas Dizionario Biografico degli Italiani – Treccani

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