Maria Antonieta com seus filhos, também conhecido como Maria Antonieta de Habsburgo-Lorena, Rainha da França, com seus Filhos é um retrato a óleo da artista francesa Élisabeth Vigée-Lebrun, realizado em 1787 e atualmente exposto no Palácio de Versalhes.) Suas dimensões são de 102 × 275 cm × 216,5 cm.
História Em julho de 1785, a reputação de Maria Antonieta foi atingida pelo Caso do Colar de Diamantes.) Apesar de não ter tido envolvimento pessoal no caso, a opinião pública voltou-se contra ela. Com o intuito de melhorar a percepção pública da rainha, ainda naquele ano, Élisabeth Vigée-Lebrun foi encarregada por Luís XVI de pintar um retrato oficial que retratasse Maria Antonieta de forma mais simpática. O foco da obra deveria ser Maria Antonieta como rainha e, sobretudo, como mãe; por isso, a pintura a mostra cercada por seus filhos e usando poucas joias. Para suscitar ainda mais a simpatia do público, Le Brun deixou um berço vazio no lugar de sua filha mais nova, Sofia Helena Beatriz, que havia falecido pouco antes da conclusão da pintura.
A primeira exibição pública da obra estava prevista para ocorrer no Salão de agosto de 1787. No entanto, devido à impopularidade de Maria Antonieta à época e ao receio de que o quadro fosse danificado, Le Brun recusou-se a enviá-lo. Ainda assim, a administração insistiu, e a pintura foi exibida, recebendo uma recepção mista.
Após o Salão, a obra permaneceu exposta, até junho de 1789, no Salão de Marte do Palácio de Versalhes. Durante a Revolução Francesa, foi guardada nas coleções nacionais; desde o reinado de Luís Filipe I, encontra-se sob os cuidados do museu de Versalhes.
Descrição miniaturadaimagem|esquerda|O retrato em exibição no Salão de Marte do Palácio de Versalhes. A pintura retrata Maria Antonieta vestindo um traje de veludo vermelho com forro de zibelina. Seu filho mais novo, o futuro Luís XVII, está sentado em seu colo, enquanto sua filha, Maria Teresa, apoia-se em seu braço. Seu filho mais velho, Luís José, então Delfim, encontra-se próximo ao berço vazio, destinado à sua filha mais nova, Sofia Helena Beatriz, que faleceu antes da conclusão da pintura.
A obra é carregada de simbolismo. Sua composição geral inspira-se nas representações renascentistas da Sagrada Família, conforme a orientação de Jacques-Louis David, renomado pintor contemporâneo. Há também referências de caráter mais pessoal para Maria Antonieta, como a Galeria dos Espelhos de Versalhes ao fundo, ou o vestido que ela usa, semelhante ao de Maria Leszczyńska em um de seus retratos. À direita, vê-se ainda um gabinete de joias, evocando a história de Cornélia, uma romana que celebrou seus filhos como suas verdadeiras joias. Essa última referência serve para reforçar a imagem de Maria Antonieta como mãe dedicada, que valoriza seus filhos acima de preocupações materiais, como as joias, especialmente após o Caso do Colar de Diamantes.
Legado A pintura é uma das obras mais emblemáticas da coleção de Versalhes e é considerada um importante tesouro nacional; é amplamente conhecida na França, pois costuma ser reproduzida em livros didáticos de história.
Três versões em tapeçaria de Gobelins foram produzidas em 1814, 1822 e 1897. A primeira foi oferecida à imperatriz Isabel da Áustria em 1868, e a terceira, à czarina Alexandra da Rússia. A segunda tapeçaria encontra-se no Palácio do Eliseu desde 1877.
Ver também Autorretrato pintando Maria Antonieta Maria Antonieta com uma Rosa
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