Carmirque (, Karmirk’), Carmenique (, Karmenik), Carmerise (, Karmeric), Carmir (, Karmir), Carmirique (, Karmirik), Carmeraque (, Karmrak), Carmerique (, Karmrak) ou Carmeruque (, Karmruk), era uma vila do distrito de Iussufeli, na província de Artvim, da Turquia. Localizava-se na borda ocidental de uma ampla planície montanhosa.
História
O nome da vila provavelmente deriva dos solos avermelhados existentes nos arredores. Segundo a tradição, foi fundada por emigrantes vindos de Ani, que primeiro se estabeleceram em um lugar chamado Gueque (Գեղ), não muito longe dali; contudo, devido à infertilidade do solo, mudaram-se e fundaram a aldeia de Carmirque. Sob o Império Otomano, fez parte do caza de Quisquim, no sanjaco de Erzurum, do vilaiete de Erzurum. No início do , tinha cerca de habitantes, em sua maioria armênios, com alguns poucos lazes e turcos. Os moradores dedicavam-se à agricultura e à viticultura, e o vilarejo era conhecido por suas excelentes uvas.
Havia uma igreja dedicada a São Padre José (Surb Hayr Hovsep’) e uma escola mista armênia. Em 1897, foi completamente destruída por um incêndio e posteriormente reconstruída. Nas proximidades, ao sudoeste, perto do rio Sercanse, havia uma capela dedicada a São Gregório, o Iluminador (Surb Grigor Lusavorič’). Na aldeia nasceu o químico S. Ełikian. Em 1915, durante o genocídio armênio, foi destruída, e seus habitantes massacrados. Apenas 20 mulheres e crianças sobreviveram, sendo deportadas para a Mesopotâmia. Em 1919, com os esforços da União “Taique” (Tayk’ miut’yun), essas sobreviventes foram transferidas para o Cáucaso e para a Ucrânia.
Bibliografia
Categoria:Cotorjur (região)