O Cisma de 1552 foi um cisma dentro da Igreja do Oriente que contribuiu para sua subsequente divisão em diversas estruturas. O cisma efetivamente levou à formação de duas (e depois três) hierarquias eclesiásticas paralelas. As razões para o cisma foram as regras de sucessão ao trono patriarcal e a impopularidade do patriarca Mar Simeão VII.
O isolamento da Igreja do Oriente do mundo cristão, o declínio de seu rebanho, a perseguição por muçulmanos (curdos, turcos e persas) e o conflito interno levaram ao fato de que em 1552 os oponentes do católico Simeão VII (principalmente das regiões de Amida e Sirte) realizaram um concílio em Moçul, no qual elegeram o abade do Mosteiro de Rabã Hormisda, João Sulaca, como o novo Católico-Patriarca da Igreja do Oriente. Em 1553, João Sulaca, que assumiu o nome de Simeão VIII, chegou a Roma, aceitou a confissão de fé católica, a ordenação episcopal e foi nomeado "patriarca dos caldeus" pelo Papa Júlio III. O estabelecimento do Patriarcado Siríaco Oriental em Roma, no século XVI, dividiu a outrora unida Igreja do Oriente em facções católicas e não católicas. Os defensores da transmissão hereditária do título patriarcal mantiveram a autocefalia e a doutrina pré-efésia, bem como o caráter "nestoriano" da Igreja. Os defensores da eleição do primaz da Igreja entraram em unidade jurisdicional e doutrinária com a Igreja Católica Romana. Por quase trezentos anos, a rivalidade entre os vários católicos continuou (entre 1681 e 1828, havia três linhas hierárquicas na Igreja do Oriente, baseadas no mosteiro de Rabã Hormisda, na vila de Cochanis (região de Hakkari) e na cidade de Amida). Os católicos, que estavam em unidade com Roma, eram apoiados por missionários católicos da ordem dos capuchinhos. Em 1830, o Papa Pio VIII uniu os vários grupos de uniatas da Síria Oriental na Igreja Caldeia, conferindo o título de "Patriarca Caldeu da Babilônia" ao seu primaz.
Notas
Referências Categoria:Cismas da Igreja cristã Categoria:Igreja do Oriente Categoria:Igreja Católica Caldeia Categoria:Igreja Assíria do Oriente