Michael Johann von Althann (Jaroslavice, 8 de outubro de 1679 – Viena, 26 de março de 1722) foi um nobre e cortesão austríaco, e favorito do imperador Carlos VI do Sacro Império Romano-Germânico, com quem manteve uma relação íntima e duradoura. As anotações e relatos contemporâneos atestam que Althann foi uma figura central na vida pessoal e política do monarca.
Biografia Althann nasceu em 1679 e integrou-se à casa do arquiduque Carlos da Áustria, o futuro Sacro Imperador Romano Carlos VI, acompanhando-o à Espanha em 1703 durante a Guerra da Sucessão Espanhola, onde serviu como camareiro de câmara.
Favorito do Sacro Imperador Romano Após a ascensão de Carlos ao trono imperial, em 1711, Althann recebeu altos cargos e privilégios, incluindo a chamada "Casa Espanhola" em Viena e o posto de Mestre do Cavalo; contudo, "raramente aceitava altas funções cerimoniais", preferindo exercer influência pela sua proximidade pessoal com o imperador.
Os diários privados de Carlos VI contêm entradas explícitas sobre Althann: uma anotação registra "dormindo com Althann, bem, amor, todo coração".
miniaturadaimagem|esquerda|Pintura alegórica de Carlos VI com o Conde de Althann, por Francesco Solimena, 1728. De acordo com o historiador Franz-Stefan Seitschek, "Carlos VI e Althann se encontravam quase diariamente para discutir decisões e política" e "a influência de Althann sobre o imperador era maior do que a de qualquer outro conselheiro".
Apesar de ter se casado em 1709 com Maria Anna Josepha Marchesa Pignatelli, duquesa de Belriguardo (1689–1755) e dama de companhia da imperatriz Isabel Cristina, a relação afetiva e prática entre Althann e o imperador permaneceu estreita, marcada por viagens e atividades conjuntas nas quais suas esposas frequentemente ficaram distantes.
Morte Althann faleceu em 16 de março de 1722. O luto de Carlos VI foi profundo;Clarlotte Backerra, 'Intime Beziehungen Kaiser Karls VI. in Historiogrpahie und überlieferten Quellen', in Norman Domeier, Christian Mühling (eds.), Homosexualität am Hof: Praktiken und Diskurse vom Mittelalter bis heute, Campus Verlag GmbH, 2020, pp53-78; Helmut Neuhold, Das andere Habsburg: Homoerotik im österreichischen Kaiserhaus, Broschur 2008, passim. nos diários o imperador escreveu: "meu único coração, meu consolo... minha alma gêmea, que me amou profundamente como eu o amei por 19 anos... Perdi tudo."16 March 1722, OeStA, HHStA, HA, Sammelbände 2, Tagebuch 12 (1722-1724), fol. 6r., quoted in Stefan Seitschek, Die Tagebücher Kaiser Karls VI., Berger & Söhne, Ferdinand 2018, p. 233.
Relatos diplomáticos contemporâneos descrevem as lamentações do imperador como "os momentos mais comoventes que jamais se viram."
Bibliografia Backerra, Charlotte (2019). "Disregarding Norms: Emperor Charles VI and His Intimate Relationships", Royal Studies Journal, vol. 6, nº 2, pp. 74–88. Seitschek, Franz-Stefan (2018). Die Tagebücher Kaiser Karls VI.: Zwischen Arbeitseifer und Melancholie, Horn: Ferdinand Berger & Söhne.
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