Espírito da Aventura é uma série de mangá antológica japonesa escrita e ilustrada por Kenji Tsuruta. Foi serializada nas revistas seinen Morning e Monthly Afternoon da Kodansha entre 1986 e 1994. Foi lançado, em 1992, um OVA (Original Video Animation) de 1 episódio, animado pela Ajia-do Animation Works e lançado pela Toshiba-EMI, intitulado Spirit of Wonder: Miss China's Ring. Foi produzido e lançado pela Bandai Visual entre 2001 e 2004 outro OVA de cinco episódios.

Visão geral Spirit of Wonder consiste em contos independentes, com o ponto em comum de girarem em torno de cientistas que desenvolvem invenções absurdas, com enredos que envolvem caças ao tesouro, viagens no tempo ou viagens espaciais. As histórias são inspiradas por autores de ficção científica como H.G. Wells, Júlio Verne e Edmond Hamilton. O título foi inspirado no avião Spirit of St. Louis, pilotado por Charles Lindbergh no primeiro voo transatlântico solo sem escalas. Os primeiros nove capítulos, publicados na revista Weekly Morning, apresentam protagonistas, épocas e lugares diferentes, enquanto que os últimos três capítulos, publicados na revista Monthly Afternoon, apresentam a única protagonista recorrente, Miss China.

Media

Mangá Escrito e ilustrado por Kenji Tsuruta, Espírito da Aventura foi publicado irregularmente em 12 capítulos (incluindo um capítulo piloto) nas revistas de mangá da Kodansha, Weekly Morning (e as suas edições especiais) e Monthly Afternoon, entre 1986 e 1994. A Kodansha lançou um volume compilatório (numerado como primeiro) a 23 de março de 1988, sob o título The Spirit of Wonder; anos mais tarde, quando a série ficou concluída, foi lançado, a 22 de agosto de 1997, um único volume wideban de 407 páginas, que compilava os doze capítulos.

Na América do Norte, a Dark Horse Comics e o Studio Proteus publicaram parcialmente a série em cinco edições (publicando apenas as histórias da Miss China), entre 1 de abril de 1996, e 1 de agosto de 1996; elas foram posteriormente compiladas num único volume de 152 páginas a 24 de junho de 1998.

Em Portugal, a publicação do mangá foi feita pela Sendai Editora em outubro de 2025, numa edição de 404 páginas.

Volume

Original Video Animation

Miss China's Ring Foi lançado a 3 de junho de 1992 um episódio original de animação em vídeo (OVA), animado por Ajia-do Animation Works e lançado pela Toshiba-EMI, intitulado . Na América do Norte, o primeiro OVA foi licenciado pela AnimEigo e lançado em LaserDisc em fevereiro de 1996; posteriormente lançaram em DVD a 10 de janeiro de 2001; no entanto, três meses depois, a AnimeEigo anunciou que ele sairia de catálogo.

OVA de 2001 Foi produzido e distribuído pela Bandai Visual outro OVA de quatro episódios. Incluía duas histórias: (duas partes) e (dois episódios curtos; "Miss China's Shrinking" e "Miss China's Planet"). Foram lançados dois DVDs a 25 de janeiro e 25 de julho de 2001. Foi lançada a 23 de janeiro de 2004 uma box set de DVDs com o título "Wonder Box", e que incluía o OVA de 1992, o OVA de quatro episódios e uma curta exclusiva, . Na América do Norte, o OVA de quatro episódios foi licenciado pela Bandai Entertainment; foi lançado a 16 de setembro de 2003. Na Europa, foi lançado pela Beez Entertainment; ao contrário dos outros lançamentos em inglês, incluía a curta "Miss China's Sakazuki " (apenas com legendas em inglês). Na Austrália e Nova Zelândia, o OVA foi lançado pela Madman Entertainment a 21 de junho de 2006.

Recepção

Mangá Eugene Cheng, da EX, analisou a edição da Dark Horse, que apenas continha os capítulos de Miss China, e elogiou a série pela sua bela arte, estilo único e personagens encantadores dentro de uma história cativante. Cheng elogiou a arte de Kenji Tsuruta e o seu uso habilidoso de paisagens, perspectiva e contraste, declarando a série um dos melhores mangás disponíveis na América na época.

O crítico de mangá Jason Thompson observou que a arte detalhada fazia jus ao nome da série, criando uma história de amor doce e inconclusiva que lembrava o trabalho de Kozue Amano, tais como Aqua e Aria, onde os personagens frequentemente param para admirar a paisagem. Thompson descreveu as histórias de Miss China como agradáveis, mas superficiais, com falta de um final definitivo.

Kevin Pezzano, do SciFi.com, considerou a arte de Tsuruta deslumbrante, com traços incrivelmente detalhados mas claros, mas considerou a história inferior, um tanto confusa e, em última análise, esquecível. Pezzano criticou o fanservice frequente, observando que as cenas com roupa interior às vezes pareciam mais numerosas do que os painéis com história, e concluiu que os leitores deveriam apreciar a arte e os conceitos, ignorando a atitude exagerada da Miss China.

Mariela Ortiz, também a escrever para o SciFi.com, elogiou igualmente a arte meticulosamente detalhada, que exigia mais do que apenas leitura para entender a história. Embora Ortiz também tenha notado o fanservice, ela considerou-o um elemento esperado do género.

Numa crítica ao mangá completo, Mario Vuk, da Splash Comics, apreciou o formato antológico da série e destacou o uso de hachuras por parte de Tsuruta, que conferiu à arte uma aparência clássica. Ele considerou a arte muito apelativa e rica em detalhe, e considerou a obra no seu todo uma bela peça com charme clássico e uma dose moderada de humor.

Por outro lado, Andrés Accorsi, do Comiqueando, reconheceu a arte de Tsuruta como a principal característica, mas identificou falhas significativas nos argumentos. Accorsi sentiu que os conflitos careciam de força dramática e que Tsuruta desperdiçou muitas páginas em cenas inconsequentes, concluindo que a série ficou enredada em situações ridículas, disparatadas e mal resolvidas.

Notas

Ligações externas

Categoria:Animes e mangás steampunk Categoria:Seinen Categoria:Mangás publicados pela Kodansha Categoria:Títulos da Dark Horse Comics Categoria:OVAs de 2001 Categoria:OVAs de 1992 Categoria:Mangás de 1986