Soneto 105 é um soneto da série de 154 sonetos de Shakespeare. Ele faz parte da série maior dos sonetos, até o 128.
Análise Como os demais sonetos de William Shakespeare, este foi todo construído no ritmo de pentâmetro iâmbico, no formato de soneto inglês, com 3 quartetos e um dístico, e rima em ABAB CDCD EFEF GG.
Sinopse Argumentando que sua poesia não é idólatra no sentido de "politeísta", o poeta afirma que celebra apenas uma única pessoa, a amada, como eternamente "bela, bondosa e verdadeira". Contudo, ao localizar essa trindade de características em um único ser, o poeta flerta com a idolatria no sentido de adorar sua amada.
Traduções Tradução de Emmanuel Santiago O tradutor manteve a forma de soneto inglês, com seu esquema rímico ABAB CDCD EFEF GG, em formato monostrófico, mas usou o recurso do verso dodecassílabo, embora nem sempre em verso alexandrino, ou em hexâmetro iâmbico.
Tradução de Diego Rafael O tradutor manteve, como o poeta, o ritmo de pentâmetro iâmbico em quase todo o soneto, só se afastando no verso 14. Foi apresentado em monóstrofe no estilo inglês e rimas ABAB CDCD EFEF GG.
Tradução de Milton Lins O tradutor, como em outras traduções suas, apresentou o soneto em dodecassílabo, quase todo em hexâmetro iâmbico, excetuando-se os versos 4 e 11, mantendo o verso alexandrino. O esquema rímico seguiu o do autor, como um soneto inglês: ABAB CDCD EFEF GG.
Tradução de Thereza Christina Motta Como nas suas outras traduções, ela procurou fazer uma tradução mais literal, mantendo os 14 versos do original, mas sem se ater a ritmo, métrica ou rima.
Categoria:Sonetos de William Shakespeare