Francisco Alberto Calhau de Carvalho Rosado • MPSD • MSMM • MPCE • MC • (Sé, Évora, 10 de julho de 1942) é um militar (Capitão de fragata) na reforma, engenheiro eletrotécnico, docente universitário e administrador de empresas português. Enquanto oficial da Marinha esteve em duas comissões de serviço na Guiné durante a Guerra do Ultramar e, após a "revolução dos cravos", integrou o Estado-Maior do Comando Naval dos Açores e exerceu vários cargos de direção e chefia, mormente no quadro das comunicações da NATO e Arsenal do Alfeite. Foi docente na Escola Naval e no Instituto Universitário dos Açores e administrou diversas empresas na área das comunicações. Investigador de História das religiões, tem obra publicada.
Biografia Fez o ensino secundário, em regime de internato, no Colégio Militar (1952-1559), tendo-se alistado, em 1961, como cadete, na Escola Naval, onde frequentou o Curso de Marinha "Nuno Tristão" e, em 1964, obteve a sua Licenciatura em Ciências Militares Navais, tendo andado embarcado no navio-escola Sagres.
Promovido, em 11 de janeiro de 1965, ao posto de Guarda-marinha, frequentou o curso de especialização de oficiais em fuzileiro especial, e, nesse mesmo ano, depois de ter feito parte das guarnições das Fragatas NRP "Corte Real" e NRP "Diogo Cão" e do draga-minas NRP "Angra do Heroísmo", partiu para a Guerra do Ultramar, realizando duas comissões de serviço, primeiro como Segundo-tenente, depois como Primeiro-tenente, na Guiné.
Na primeira (1965 a 1967) foi oficial imediato do Destacamento de fuzileiros especiais n.º 4, enquanto que na segunda (1971 a 1973), foi comandante da Esquadrilha de lanchas da Guiné (Lanchas de desembarque médias, Lanchas de desembarque pequenas e Lanchas de fiscalização), sendo que, no período que mediou entre aquelas comissões de serviço fez parte da primeira guarnição da Fragata NRP "Almirante Gago Coutinho" (onde chefiou o serviço de eletrotecnia).
Terminada, na sequência da revolução de 25 de abril de 1974, a Guerra de Independência da Guiné-Bissau, regressado do ultramar, promovido em outubro desse ano a Capitão-tenente e concluída em 1975 a sua licenciatura em Engenharia eletrotécnica, pelo Instituto Superior Técnico, de 1976 a 1979, foi diretor da Estação Radionaval de Ponta Delgada,A Estação Radionaval de Ponta Delgada foi extinta em 1994, pelo artigo 60.º, n.º 3, do Decreto Regulamentar n.º 39/94, de 1 de setembro, dando lugar, nos termos dos artigos 11.º e 16.º, ambos do mesmo diploma legal, ao Centro de Comunicações de Ponta Delgada. em acumulação, quer com o Estado-Maior do Comando Naval dos Açores,O Comando Naval dos Açores foi criado em 1976, pelo Decreto-lei n.º 717/76, de 9 de outubro, e extinto, em 1994, pelo artigo 60.º, do Decreto Regulamentar n.º 39/94, de 1 de setembro, dando lugar, nos termos dos artigos 1.º, n.º 2, alínea a), e 10.º a 12.º, do mesmo diploma legal ao Comando da Zona Marítima dos Açores, estando o seu Estado-Maior previsto e regulamentado no artigo 13.º do citado decreto regulamentar. quer com a chefia da equipa de manutenção dos circuitos de comunicações da NATO - Açores, tendo ainda, nesse período temporal e região autónoma, sido docente no Instituto Universitário dos Açores.
Regressado ao continente, foi diretor da Divisão de eletrónica do grupo de oficinas de armas e material electrónico do Arsenal do Alfeite/Base Naval de Lisboa, tendo estado ainda na direção do Serviço de Eletricidade e Comunicações da Marinha Portuguesa (1980 a 1984) e sido professor de Electrotecnia Geral da Escola Naval, ocorrendo a sua promoção a Capitão de fragata em 16 de julho de 1985, a sua passagem à reserva a 1 de janeiro de 1987 e à reforma em 31 de dezembro de 1993.Conforme “Nota de Assentamentos detalhada - 36460 CARVALHO ROSADO” da Direção de Pessoal da Marinha Portuguesa, consultada em 2 de novembro de 2025
No final da década de 1980, foi responsável pela criação da empresa "EDISOFT" e na década de 1990 trabalhou na Philips Portuguesa, onde foi diretor do departamento de defesa, diretor da divisão de eletrónica industrial e diretor da divisão de projetos integrados, entre os quais se contam o Coliseu dos Recreios (obras de remodelação entre 1992 e 1994), o Centro Cultural de Belém (concluído em setembro de 1993) e o Europarque (construído em 1995), tendo sido ainda o coordenador do Grupo Philips nacional e internacional para a EXPO’98. Na sede da Philips na Holanda frequentou cursos de marketing e gestão.
Na década de 2000, foi administrador de empresas, designadamente no Grupo ParaRede, tendo, em 2002, sido sócio e fundador da firma "Francisco Alberto Calhau de Carvalho Rosado, Sociedade Unipessoal, L.da", tendo por objeto a consultoria telecomunicações, e no quadriénio 2005-2008, fundador e presidente do Conselho de administração, da AdTech - Advertising Technologies, Comunicação Multimédia, S.A..
Cultivador da História das religiões, licenciou-se, em 2013, em Ciências Religiosas, pela Universidade Católica Portuguesa, e, em 2015, obteve, na mesma universidade e Faculdade de Teologia, o grau de mestre em História da Igreja, com a tese de dissertação de mestrado sobre «Dom Frei Bartolomeu dos Mártires, Arcebispo de Braga: Aspectos relevantes do seu múnus episcopal», tendo ainda aí frequentado o "Curso de História e Cultura Bíblica", e, em 2022 (lançado em 2023), publicou o livro «A Inquisição em Cascais, 1541-1798» (edição da Câmara Municipal de Cascais; ISBN 978-972-637-322-3).
É casado com Maria Teresa Larangeira Gomes Coelho de Carvalho Rosado (1941), física e professora, de quem tem dois filhos: Maria Leonor Carvalho Rosado (1970), advogada na RPSU – Rosado, Sevinate Pinto, Ulrich, Severien & Associados – Sociedade de Advogados) e Francisco Maria Carvalho Rosado (1971), CEO da Blunt Energy.
Condecorações e louvores Medalhas militares Foi agraciado com as seguintes condecorações: 80px Medalha Comemorativa das Campanhas (por despacho ministerial 13 de abril de 1967, com a legenda "Guiné 1965/1966/1967") 80px Medalha militar de serviços distintos grau prata com palma (por portaria ministerial de 11 de abril de 1968, publicada no Diário do Governo n.º 94/1968, II série, de 19 de abril de 1968); 80px Medalha Comemorativa das Campanhas (14 de abril de 1977, passadeira com a legenda "Guiné 1971/1972/1973", por já lhe ter sido atribuída a Medalha Comemorativa das Campanhas); 80px Medalha de prata de comportamento exemplar (por despacho do Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada de 7 de julho de 1977); 80px Medalha de Mérito Militar de 2.ª classe (por portaria do Chefe do Estado-Maior da Armada de 18 de dezembro de 1986); Distintivo especial da Ordem Militar da Torre e Espada (concedido, em 18 de novembro de 1987, pelo Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada)
Louvores militares Recebeu louvores, de forma escrita e publicados em órgão oficial, na devida forma legal, sendo um por parte do Capitão-de-fragata comandante do NRP "Almirante Gago Coutinho", quatro pelo Comodoro comandante da defesa marítima da Guiné e os restantes pelo Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada, em 14 de outubro de 1966, 20 de fevereiro de 1967 e 24 de julho de 1967 (louvores coletivos) e 17 de julho de 1967, 1 de setembro de 1970, 19 de setembro de 1973, 8 de março de 1983 e 24 de dezembro de 1986 (louvores individuais).
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