Devil Summoner: Soul Hackers é um RPG eletrônico de 1997 desenvolvido pela Atlus. O jogo é o segundo título da série Devil Summoner, que por sua vez faz parte da franquia Megami Tensei. Originalmente publicado pela Atlus para o Sega Saturn, foi posteriormente portado para o PlayStation em 1999 e para o Nintendo 3DS em 2012.

Soul Hackers se passa na fictícia cidade de Amami, uma metrópole japonesa tecnologicamente avançada. O protagonista, membro de um grupo de hackers chamado Spookies, consegue acesso ao beta fechado do Paradigm X, um jogo online criado para conectar os cidadãos de Amami. Lá dentro, ele se depara com forças sobrenaturais e precisa trabalhar com os Spookies para investigar ataques de demônios pela cidade. Ele conta com a ajuda de Nemissa, uma demônio que possui o corpo de sua amiga Hitomi Tono.

O desenvolvimento de Soul Hackers começou em 1996, após o sucesso do Devil Summoner original. O produtor, Kouji Okada, e o designer de personagens, Kazuma Kaneko, retornaram aos seus respectivos cargos. As duas primeiras versões de Soul Hackers nunca foram lançadas no exterior, mas a versão para Nintendo 3DS foi traduzida para inglês e recebeu críticas positivas, embora alguns críticos tenham apontado problemas com os gráficos e a música. Uma sequência intitulada Soul Hackers 2 foi lançada em agosto de 2022.

Jogabilidade Soul Hackers é um RPG eletrônico. Os jogadores exploram dungeons em primeira pessoa, onde resolvem quebra-cabeças e lutam contra demônios inimigos em batalhas por turnos. O jogador sempre tem um ou dois personagens humanos em seu grupo, além da capacidade de invocar até quatro demônios que lutam ao seu lado. O jogador têm acesso aos demônios ao escolherem negociar com eles; as negociações podem envolver responder a perguntas, intimidar ou dar-lhes itens que desejam. Os jogadores podem fundir vários de seus demônios aliados em um único ser; o demônio resultante herda as habilidades dos demônios que foram usados para produzi-lo.

História O jogo se passa na cidade portuária fictícia de Amami, no Japão. A empresa Algon Soft estabeleceu sua sede em Amami, o que levou a uma rápida modernização da tecnologia na cidade; a Algon Soft conectou todas as casas e empresas da cidade à sua nova rede para demonstrar como uma "cidade do futuro" poderia funcionar. O governo japonês ficou impressionado e concedeu à Algon Soft permissão para expandir a rede para o resto do Japão nos anos seguintes. O jogo também se passa no mundo virtual Paradigm X, nos servidores da Algon Soft, onde os cidadãos de Amami podem visitar atrações virtuais.

O protagonista é um jovem membro do grupo de hackers, Spookies, fundado por um homem que se autodenomina Spooky. Os outros membros do grupo são Six, Lunch, Yu-Ichi e a amiga do protagonista, Hitomi Tono. O grupo hackeia principalmente a rede da cidade por diversão ou para pregar peças inofensivas, mas Spooky guarda rancor da Algon Soft. Entre outros personagens recorrentes estão o demônio Nemissa, que possui Hitomi, e Kinap, que ensina o jogador a entrar nas almas de pessoas que morreram recentemente.

Versões Soul Hackers foi lançado para o Sega Saturn em 13 de novembro de 1997. Um disco suplementar intitulado Devil Summoner: Soul Hackers - Akuma Zensho 2 foi lançado em 23 de dezembro do mesmo ano. O lançamento do disco continha um cartão postal para concorrer a um sorteio de uma das 1000 cópias de uma dungeon extra. Devido à sua popularidade, uma versão para PlayStation foi lançada em 8 de abril de 1999. Uma versão para a série "The Best" da Sony foi lançada em 27 de julho de 2000. A versão para PlayStation continha recursos adicionais, incluindo novos eventos de história, recursos adicionais como um cassino Paradigm X e uma versão da dungeon Devil Zensho 2.

Uma versão para Nintendo 3DS foi anunciada em 2012, com lançamento previsto para 30 de agosto daquele ano. Dirigida por Kazuyuki Yamai, a versão era baseada na versão para PlayStation, apresentando melhorias e ajustes adicionais, incluindo dublagem completa e elementos de jogabilidade exclusivos da plataforma. Masayuki Doi criou um novo demônio para o jogo, enquanto Eiji Ishida atuou como diretor de arte. Os roteiristas originais, Masumi Suzuki e Yusuke Gonda, retornaram para escrever novo material. Um novo vídeo de abertura foi produzido pelo estúdio de animação Satelight, que havia se tornado famoso no Japão por seu trabalho em Macross Frontier. A música tema da abertura, "#X", foi escrita por Yamai e incorporou os temas e motivos de Soul Hackers. A música foi composta e arranjada por Ryota Kozuka e traduzida para o inglês por Toshihiro Takeuchi. A cantora Wink Wink interpretou a música e auxiliou na tradução. A versão para 3DS foi lançada digitalmente na Nintendo eShop em 25 de dezembro de 2014.

Recepção

A versão para 3DS de Soul Hackers recebeu "críticas mistas ou medianas", de acordo com o site agregador de críticas Metacritic. Vários críticos gostaram das batalhas do jogo. Danielle Riendau, da Polygon, Joe Czop, da RPGFan, e Kimberley Wallace, da Game Informer, elogiaram o quão desafiadoras as batalhas são: Riendau disse que as batalhas contra chefes exigem experimentação cuidadosa e análise tática, e que as batalhas finais sempre são recompensadoras devido à sua dificuldade; e Wallace disse que as batalhas maiores dão uma descarga de adrenalina e a fazem pensar e estudar seu grupo a cada turno. Tanto Riendau quanto Chris Charter, da Destructoid, gostaram do diálogo de negociação com os demônios, e Wallace gostou de como as negociações adicionam mais profundidade às batalhas.

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