Luca Marsella (Roma, 29 de dezembro de 1984) é um activista político italiano, dirigente e porta-voz da CasaPound, organização italiana de extrema-direita frequentemente descrita como neofascista. Foi representante local da CasaPound em Óstia, no Município X de Roma Capital, e candidato à presidência daquele município nas eleições municipais de 2017, nas quais obteve 9,08% dos votos.

Atividade política Marsella concorreu pela CasaPound à presidência do Município X de Roma Capital, que inclui Óstia, nas eleições municipais de 2017. Segundo os resultados oficiais de Roma Capital, obteve 5944 votos, correspondentes a 9,08% dos votos válidos, enquanto a lista coligada CasaPound Italia obteve 4 862 votos, ou 7,69%. A sua candidatura ocorreu num município que tinha sido anteriormente comissariado por infiltração mafiosa, contexto que recebeu ampla cobertura da imprensa italiana.

O resultado eleitoral de Marsella foi interpretado pela imprensa italiana como um avanço relevante da CasaPound em Óstia. A ANSA noticiou que Marsella seria o primeiro representante da CasaPound a entrar no conselho municipal de Óstia, depois de o movimento ter alcançado cerca de 9% dos votos. O Corriere della Sera descreveu o caso como o “exploit” da CasaPound em Óstia, e a revista Wired Italia assinalou que os 5 944 votos atribuídos a Marsella deram ao movimento uma visibilidade política superior ao seu peso eleitoral absoluto.

Durante a campanha eleitoral, Marsella foi apresentado pela imprensa como o candidato da CasaPound à presidência do X Município de Roma. O Il Fatto Quotidiano cobriu a sua campanha em Óstia, incluindo a distribuição de bens alimentares promovida pelo movimento e as chamadas “ações fortes” contra vendedores ambulantes nas praias, defendidas por Marsella como parte da presença territorial da CasaPound.

CasaPound Marsella integrou a CasaPound, movimento político italiano de extrema-direita. A imprensa italiana refere-o como dirigente e porta-voz da organização, sendo identificado a partir de 2024, como porta-voz nacional da CasaPound, no contexto de uma reportagem sobre a agressão ao jornalista Andrea Joly, do La Stampa, por militantes do movimento em Turim.

Em janeiro de 2026, Marsella foi anunciado como participante numa conferência de imprensa na Câmara dos Deputados da Itália sobre remigração, promovida pelo comité Remigrazione e Riconquista e organizada por um deputado da Liga. A iniciativa gerou polémica política e foi considerada “inoportuna” pelo presidente da Câmara, Lorenzo Fontana, antes de ser anulada por motivos de ordem pública. Segundo a Sky TG24, Marsella era o presidente do comité e porta-voz da CasaPound, e a proposta visava a recolha de assinaturas para uma iniciativa legislativa popular sobre imigração e repatriamento.

Controvérsias Em 2017, durante a campanha eleitoral em Óstia, Marsella foi referido em reportagens sobre o apoio público dado à CasaPound por Roberto Spada, membro de uma família criminosa local. O caso foi desvalorizado por Marsella, que afirmou tirar fotografias com muita gente e condenar a máfia e a ilegalidade, classificando a reacção como um post “instrumentalizado”.

Em 2018, já como conselheiro municipal em Óstia, Marsella removeu da sala do conselho municipal do X Município de Roma uma imagem do presidente italiano Sergio Mattarella, acto que motivou críticas e denúncia por parte de representantes do Partido Democrático.

No mesmo ano, militantes da CasaPound, guiados por Marsella, realizaram uma acção numa praia de Óstia contra vendedores ambulantes estrangeiros.

Ver também Terceira posição

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Ligações externas Página oficial da CasaPound Italia