María Pilar Nsue Angüe Osa (1945 o 1950 - 18 Janeiro 2017) foi uma notável escritora guinéu-equatoriana e Ministra da Educação e Cultura.

Histórico e início da vida María nasceu em Bidjabidjan, Río Muni. Quando era criança, a família dela emigrou para a Espanha, onde estudava literatura. Nascida de pais de etnia Fang, ela emigrou com sua família quando tinha apenas oito anos. Ao narrar sua própria vida, Maria Nsue frequentemente ressaltou o impacto primordial e formativo das intervenções coloniais. Ela reivindicou ter nascido numa prisão, em 1948, na cidade de Bata, onde os pais dela tinham sido confinados por resistir à autoridade do regime colonial. Ela pertencia à tribo Essasom. Ela foi a única filha de José Nsue Angüe Osa e Alfonsina Mangue. O pai dela foi um líder anticolonial e pró-independência. Ela passou a sua primeira infância em Bidjabidján como resultado de delineações arbitrárias de cartógrafos e gestores públicos europeus. Quando tinha oito anos, Maria Nsue foi confiada a uma família protestante missionária atribuída para a missão local. Essa foi a família que mais tarde a levou para Madrid. Ela passou a sua juventude sob o regime franquista. Ela acabaria retornando à Guiné Equatorial em seus vinte anos, após a independência do país.

Escritos O seu romance de 1985, e a sua obra mais famosa, Ekomo, foi o primeiro romance escrito por uma mulher guinéu-equatoriana ser publicada. Narra a história de uma mulher Fang e o seu marido. Ekomo é considerado uma obra que muda a maneira como se vê o mundo. A Guiné Equatorial que antes pertencia à Espanha ganhou a sua independência em 1968 e depois caiu sob uma ditadura militar. A Guiné Espanhola representa o início da literatura Guineana onde muitas obras foram publicadas, refletindo as conexões e o confronto entre culturas de Guiné, Espanha e América Latina. Ekomo é considerado literatura Hispano-Africana, o que difere da literatura Afro-Hispana. Nnange é a personagem principal do romance, escrevendo após a morte do seu marido, Ekomo. Ela conta sobre a luta para tentar encontrar a cura para a doença de seu marido. Então, ela começa a refletir sobre o lugar da mulher na sociedade e sua posição atual como  excluída, sem um esposo ou filhos.

Os temas constantes na sua escrita são a opressão das mulheres e as consequências da colonização.

Obras

Poesia, artículos e poemas Nsué Angüe escreveu também alguns contos, artigos e poemas. Temas frequentes na sua escrita incluem os direitos das mulheres e a sociedade Africana pós-colonial. Uma parte grande do seu trabalho é inspirado pela literatura popular de Fang. Além da Ekomo, ela é autora do volume de contos chamado Relatos (1999), em grande parte baseado em histórias tradicionais Fang sobre a vida rural. Narrados a partir da perspectiva de uma avó, as histórias se entrelaçam com uma crítica implacável da situação político-econômica em seu país. Similarmente enraizado na tradição, mas integrando percussão e performance ao vivo pela aplicação das tecnologias modernas, é o projeto CD-ROM Mbayah, o La leyenda del sauce llorón, realizado em 1997, para o qual ela compôs a narrativa e a música.

Ngouaba Nya, Jean Paul. Sobre los llamados "adjetivos relacionales" en el español de Guinea Ecuatorial : caso de "Ekomo" de María Nsué Angüe / Jean Paul Ngouaba Nya. Madrid, España: ACCI, Asociación Cultural y Científica Iberoamericana, 2017. Nsué Angüe, María, 1948- author. Short stories. SelectionsCuentos y relatos / María Nsué; prólogo de Gloria Nistal.Primera edición. Madrid (España): Sial Ediciones, 2016. La recuperación de la memoria: creación cultural e identidad nacional en la literatura hispano-negroafricana, M'bare N'gom (compilador)]. [Alcalá de Henares, Spain]: Universidad de Alcalá, Servicio de Publicaciones, [2004?] Miriam DeCosta-Willis (ed.), Daughters of the diaspora: Afra-Hispanic writers , Kingston; Miami: I. Randle, 2003.