A prova por intimidação (ou argumentum verbosum) é uma expressão humorística usada principalmente na matemática para se referir a uma forma específica de demonstração, pelo qual se tenta avançar um argumento apresentando um argumento repleto de jargões e resultados obscuros ou marcando-o como óbvio ou trivial. É uma tentativa de intimidar o público para que simplesmente aceite o resultado sem provas, apelando à sua ignorância ou falta de compreensão.
A frase é frequentemente usada quando o autor é uma autoridade em sua área, apresentando sua prova a pessoas que respeitam a priori a insistência do autor na validade da prova, enquanto em outros casos, o autor pode simplesmente afirmar que sua afirmação é verdadeira porque é trivial ou porque ele diz que é. O uso dessa frase é, em sua maioria, bem-humorado, embora também possa aparecer em críticas sérias. Uma prova por intimidação é frequentemente associada a frases como: "Claramente..." "É evidente que..." "É facilmente demonstrado que..." "... não necessita de uma prova." "A prova é deixada como exercício para o leitor." "É trivial..."
Fora da matemática, a "prova por intimidação" também é citada por críticos da ciência ruim para descrever casos no qual as evidências científicas são deixadas de lado em favor de argumentos duvidosos — como aqueles apresentados ao público por defensores articulados que se apresentam como especialistas em suas áreas.
A prova por intimidação também pode apoiar afirmações válidas. Ronald Fisher afirmou no livro creditado com a nova síntese evolutiva: "...pela analogia dos juros compostos, o valor presente da descendência futura de pessoas com idade x é facilmente visto como...", apresentando assim uma nova definição integral do valor reprodutivo. Sobre isso, Hal Caswell comentou: "Com todo o respeito a Fisher, ainda não conheci ninguém que ache essa equação 'facilmente percebível. Provas válidas foram fornecidas por pesquisadores subsequentes, como Leo A. Goodman (1968).
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Categoria:Demonstrações Categoria:Falácias lógicas