Roberto Rossi Zuccolo (São Paulo, 26 de abril de 1924 – São Paulo, 19 de abril de 1967) foi um engenheiro civil, calculista e professor brasileiro, introdutor e considerado o pai do concreto protendido no Brasil. Foi referência nacional em cálculo estrutural e docente influente da Escola de Engenharia Mackenzie, tendo formado gerações de arquitetos e engenheiros que marcaram a modernidade paulista.
Biografia Nascido em São Paulo, Zuccolo ficou órfão de mãe aos sete anos e foi morar com tios no Rio Grande do Sul. Retornou à capital paulista aos 16 anos para cursar a pré-engenharia no Colégio Mackenzie. Entre 1942 e 1946, graduou-se em Engenharia Civil na Escola de Engenharia Mackenzie, integrando a chamada “Turma do Cinquentenário”, que celebrava os 50 anos da instituição.
Em 1947, fundou o **Escritório Técnico de Estruturas de Concreto Ltda.**, e em 1950 criou o **Escritório de Serviços de Engenharia Estrutural Roberto Rossi Zuccolo Ltda.**
Em 1954, Zuccolo participou da fundação da **Paiva Construtora**, com o engenheiro Rubens Paiva e o arquiteto Pedro Paulo de Melo Saraiva. Com a atenção constante do trio, a firma manteve atividades em São Paulo, Santos (terra natal de Paiva), no Rio de Janeiro e em outros estados.
Carreira acadêmica e profissional Zuccolo iniciou sua carreira docente na Escola de Engenharia Mackenzie em 1948, como substituto na disciplina de Mecânica Aplicada às Máquinas. Em seguida, tornou-se assistente de “Estabilidade das Construções: Estruturas Metálicas e de Madeira”, e mais tarde professor responsável por “Pontes e Grandes Estruturas em Concreto Armado”.
A partir de 1953, passou também a lecionar na Faculdade de Arquitetura, onde criou e ministrou a cadeira de “Sistemas Estruturais”. Em 1959, foi aprovado em concurso para professor catedrático, posição que ocupou até sua morte em 1967.
Zuccolo foi professor de praticamente todos os arquitetos da geração moderna paulista, entre eles Paulo Mendes da Rocha, Fábio Penteado, Pedro Paulo de Melo Saraiva, Francisco Petracco e Decio Tozzi.
O arquiteto Paulo Mendes da Rocha afirmou, em entrevista à revista *PROJETO DESIGN*, que “Zuccolo foi um ilustre engenheiro do século 20, indispensável ao desenvolvimento das técnicas construtivas no país. Ele foi uma espécie de Eugène Freyssinet”.
Obras e projetos Zuccolo realizou mais de duas mil obras estruturais, abrangendo edifícios, pontes, barragens, silos, diques e estruturas portuárias. Entre suas principais realizações:
**Ponte do Galeão** (1948) – ligando a Ilha do Governador à Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, considerada a mais extensa ponte de concreto protendido do mundo à época. **Edifício Quinta Avenida**, Avenida Paulista (1958), em parceria com Miguel Juliano. **Edifício Solar do Conde** (1962), com o engenheiro Rubens Paiva e o arquiteto Pedro Paulo de Melo Saraiva. **Ginásio de Eldorado Paulista** (1956), uma das primeiras estruturas protendidas do país. **Faculdade de Geologia e Paleontologia da USP** (1961).
Homenagens Ponte Eng. Roberto Rossi Zuccolo A ponte sobre o Rio Pinheiros, na região da Cidade Jardim, em São Paulo, recebeu o nome de Ponte Eng. Roberto Rossi Zuccolo em dezembro de 1967, durante a gestão do prefeito Brigadeiro Faria Lima. O engenheiro foi o responsável pelo cálculo estrutural da própria ponte, que não chegou a ver concluída, falecendo em abril do mesmo ano.
Concurso Cultural UNIFEB O engenheiro é homenageado pelo UNIFEB, onde dá nome à biblioteca e a um concurso cultural anual.
Enciclopédia Larousse Cultural Zuccolo é verbete na Enciclopédia Larousse Cultural (1995), que o cita como pioneiro no emprego do concreto protendido no Brasil.
Acervo Mackenzie O **Centro Histórico e Cultural Mackenzie (CHCM)** preserva um amplo conjunto de documentos técnicos de Zuccolo, incluindo projetos estruturais, memoriais de cálculo e relatórios profissionais. A consulta é aberta ao público mediante agendamento.
Referências
Ligações externas Pesquisa sobre Roberto Rossi Zuccolo – Mackenzie UNIFEB – Biblioteca e Busto Eng. Zuccolo Centro Histórico e Cultural Mackenzie – Acervo Zuccolo ArcoWeb – “Uma história para ser contada”, de Fernando Serapião