As Fases e desdobramentos da Operação Sem Desconto se deram a partir da deflagração da operação em abril de 2025 no âmbito do Esquema de fraudes no INSS.
Fases e desdobramentos No dia 14 de maio de 2025, uma nova fase da "operação Sem Desconto" da Polícia Federal foi deflagrada. Os alvos foram pessoas ligadas à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil (Conafer). A operação investiga uma arrecadação mensal da entidade que ultrapassou 40 milhões de reais. Segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), entre janeiro e agosto de 2020, o número de "filiados" à Conafer saltou de 42.810 para 279.52, coincidindo com o fechamento das agências do INSS na pandemia da Covid-19. A Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão nessa operação, na cidade de presidente Prudente, no interior de São Paulo. A investigação suspeitou do presidente da associação que recebeu mais de 100 milhões de reais do Fundo do Regime Geral de Previdência Social (FRGPS) do INSS.
No dia 04 de junho, em novo desdobramento, a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Sergipe. Segundo a CNN Brasil os alvos dessa operação são duas entidades investigadas: a Associação de Proteção e Defesa dos Direitos dos Aposentados e Pensionistas (APDAP PREV) e a Universo Associação dos Aposentados e Pensionistas dos Regimes Geral da Previdência Social (AAPPS Universo), ambos foram alvos na primeira fase da operação. Segundo o Metrópoles as entidades alvos dessa fase teriam arrecadado 496 milhões de reais com os descontos fraudulentos.
Em 17 de junho, durante nova fase da operação, a PF prendeu preventivamente duas pessoas. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão. As ordens de prisão foram executadas nos municípios de Aracaju e Umbaúba. Nessa fase da operação foi determinado o sequestro de cinco imóveis vinculados aos investigados, avaliados em aproximadamente 12 milhões de reais.
No dia 9 de outubro, a PF cumpriu uma nova fase com 66 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Sergipe, Amazonas, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia e no Distrito Federal. Um dos alvos da operação é o Sindnapi.
Em 13 de novembro, a PF deflagrou uma nova fase da operação. Foram presos na operação Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS na gestão Lula, e Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador da autarquia federal. Na operação ainda foram apreendidos um Ford Mustang, dinheiro (real e dólares) e armas, incluindo um fuzil. Os outros presos nessa fase da operação foram André Paulo Felix Fidelis, Thaisa Hoffmann, Vinícius Ramos da Cruz, Tiago Abraão Ferreira Lopes, Cícero Marcelino de Souza Santos e Samuel Chrisostomo do Bonfim Júnior, além do Careca do INSS que já estava preso anteriormente. O advogado Anderson Pomini, presidente do Porto de Santos foi alvo de busca e apreensão.
No dia 18 de dezembro, em uma nova fase da operação, a PF prendeu Romeu Carvalho Antunes, filho do "Careca do INSS". O senador Weverton Rocha foi alvo de busca e apreensão e teve um carro VOLVO apreendido. Além do carro de luxo, durante o cumprimento dos mandados, agentes da PF apreenderam armas, dinheiro, relógios importados, joias e outros bens de alto valor, adquiridos, segundo as investigações, com recursos desviados do esquema. Um dos alvos da operação foi Roberta Luchsinger, ex-companheira de Protógenes Queiroz e herdeira do banqueiro sócio da Credit Suisse. Foram 24 alvos de medidas da nova fase da operação como prisão preventiva, busca e apreensão e instalação de tornozeleira eletrônica.
Em fevereiro de 2026, a PF prendeu Victor Aielo, proprietário da concessionária de luxo Aielo Motors por suspeita de lavagem de dinheiro. O "Careca do INSS" teria movimentado 165 milhões de reais na Aielo Motors. Segundo o Metrópoles, o empresário usou a Aielo Motors para receber 15 milhões de reais de envolvidos e empresas que aplicavam golpes em investidores de falsos projetos de usinas de energia solar. A descoberta do esquema ocorreu em investigação sobre a Alpha Energy Capital, com sede em Natal. Essa empresa de fachada do ramo de energia solar atraiu investidores com a promessa de construir usinas, o que levaria a um rendimento de cerca de 5 por cento ao mês, acima da média do mercado.
Em 11 de março de 2026, a PF prendeu Alexandre Moreira da Silva, considerado operador do "Careca do INSS". Alexandre estava foragido desde dezembro de 2025, quando foi alvo numa fase da operação. A PF também aponta que Alexandre auxiliou na ocultação de recursos obtidos de forma ilícita com o "Careca do INSS".
No dia 17 de março de 2026, uma nova fase da operação foi deflgrada. A deputada federal Maria Gorete Pereira do MDB pelo Ceará foi alvo da operação. Foram presos na operação a advogada Cecília Rodrigues Mota, ex-presidente da Aapen e da AAPB, e o empresário Natjo de Lima Pinheiro. Segundo o Metrópoles, diálogos obtidos no desdobramento da Operação Sem Desconto, mostram o empresário Natjo de Lima Pinheiro, operador financeiro da organização, reclamando da divisão dos lucros com a deputada federal Maria Gorete Pereira.
Ver também Careca do INSS Corrupção no Brasil Esquema de fraudes no INSS Lista de operações da Polícia Federal do Brasil
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