A Série 211 a 215 foi um tipo de locomotiva a vapor, que foi utilizada na Linha da Beira Alta, em Portugal.
Descrição e história Esta série consistia num grupo de cinco locomotivas a vapor de bitola ibérica, numeradas de 211 a 215 pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses. Os rodados apresentavam uma configuração 4-6-0 na Classificação Whyte, e 2'C' h2 da União Internacional de Caminhos de Ferro.
É uma das duas locomotivas da Companhia da Beira Alta que foram preservadas, sendo a outra a BA 101, exposta na estação de Vilar Formoso.
Estas locomotivas entraram ao serviço em 1924. Foram utilizadas no corredor ferroviário entre Vilar Formoso e Figueira da Foz, gerido então pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses da Beira Alta. Originalmente ostentavam os números 61 a 65 da Companhia da Beira Alta, tendo sido renumeradas duas vezes após a sua integração na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, primeiro de 291 a 295 em 1948, e depois de 211 a 215 em 1950.
Após ter sido abatida ao serviço, a locomotiva BA 61 foi colocada na estação da Pampilhosa na década de 1980, tendo-se tornado um símbolo desta localidade, em cujo brasão figura. Devido a problemas de titularidade entre a fundação do Museu Nacional Ferroviário e a operadora Caminhos de Ferro Portugueses, foi colocada provisoriamente num depósito para máquinas, onde permaneceu durante mais de duas décadas. Durante este período a sua condição degradou-se consideravelmente, tendo sido vandalizada e alvo de roubos, principalmente de peças em cobre. Assim, em 2012 foi organizado um movimento para pedir o restauro da locomotiva, com a recolha de assinaturas que foram entregues à autarquia da Pampilhosa, mas o então presidente afirmou que a culpa pelas más condições em que se encontrava o veículo era da operadora Comboios de Portugal. Em 2017 foi apresentado o documentário Resiste BA-61, da autoria de Paulo Fajardo, sobre a história daquela locomotiva.
Em Setembro de 2025, o Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata enviou um requerimento ao ministro das Infraestruturas e Habitação, sobre notícias que a locomotiva já estaria a ser preparada para ser ser transferida para outro local, onde seria alvo de uma intervenção de restauro, tendo recordado que «a Locomotiva BA61 instalada na freguesia da Pampilhosa é um dos maiores símbolos desta freguesia e encontra-se, infelizmente, há muitos anos abandonada», e que «e representa a sua própria identidade enquanto terra com forte ligação à ferrovia». Em 23 de Novembro desse ano, a locomotiva BA 61 foi levada da Pampilhosa para o Museu Nacional Ferroviário, para ser alvo de trabalhos de restauro. Previa-se que após esta intervenção a locomotiva regressasse à Pampilhosa, onde iria ser colocada num local que permitisse a sua visita, tornando-se então parte de um percurso museológico naquela localidade. Andreia Morgado, presidente da Junta de Freguesia da Pampilhosa, expressou a sua esperança que «a BA regresse, recuperada, para continuar a fazer parte da nossa identidade», tendo acrescentado que «a BA faz parte do brasão da vila da Pampilhosa e só por isso faz todo sentido que esta esteja connosco».
Ver também História do transporte ferroviário em Portugal
210 Categoria:Linha da Beira Alta Categoria:Fundações em Portugal em 1924