Eduardo Janot Pacheco

Eduardo Janot Pacheco - (Rio de Janeiiro - RJ, 13 de março de 1945). É um astrônomo, engenheiro e pesquisador brasileiro, professor sênior do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP).Eduardo Janot Pacheco. Biblioteca Virtual da Fapesp. Reconhecido por sua atuação em astrofísica estelar, asterosismologia ou astrossismologia,Com participação brasileira, cientistas decifram "terremotos" estelares. Jornal Gazeta do Povo, 23 de outubro de 2018. estudo de estrelas Be, sistemas binários de raios X, altas energias, astrobiologiaConheça a Astrobiologia, a Ciência que busca vida extraterrestre. Portal Terra, 2 de dezembro de 2010. e exoplanetas, desempenhou papéis de destaque em missões espaciais internacionais, como o satélite CoRoTTerra inóspita. Revista Pesquisa Fapesp. Edição 164, outubro de 2009.Mundos como o nosso. Revista Fapesp. Edição 160, outubro de 2017. e a missão PLATO,Eduardo Janot Pacheco. The Plato Mission.Telescópio espacial Corot parte amanhã em busca de vida no espaço. Site Inovação Tecnológica, 26 de dezembro de 2006.Em 2017, chegamos mais perto de encontrar vida fora da Terra. Revista Veja, 13 de dezembro de 2017.Cientistas brasileiros ajudam a construir satélite que buscará 'gêmeos' da Terra. UOL Notícias, 20 de outubro de 2019.Cientistas brasileiros ajudam a construir satélite que buscará ‘gêmeos’ da Terra. Revista Istoé Dinheiro, 20 de outubro de 2019. ambas voltadas à detecção e estudo de planetas fora do Sistema Solar.

Pacheco Janot foi um dos criadores e coordenadores do primeiro grupo de estudos em astrobiologia do Brasil, cadastrados no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) com o nome de Astrobio Brazil. Também foi presidente por dois mandatos, entre 2008 e 2012, da Sociedade Astronômica BrasileiraEduardo Janot Pacheco. Homepage da Sociedade Astronômica Brasileira. Acesso em 28 de novembro de 2025. e da Sociedade Brasileira de Astrobiologia entre 2017 e 2020, da qual foi um dos fundadores, consolidando-se como uma das figuras importantes na astronomia e astrobiologia no Brasil contemporâneo.Brasil ganha associação para pesquisar vida fora da Terra. Revista Veja, 7 de setembro de 2017.

Biografia

A carreira de Pacheco Janot foi marcada por contribuições significativas para o desenvolvimento da astronomia brasileira, especialmente em áreas relacionadas à astrofísica estelar e às missões espaciais internacionais.

No Brasil, desempenhou papel de liderança em diversos projetos de pesquisa financiados por agências como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e CNRS, na qual foi responsável por projetos temáticos e coordenou equipes voltadas ao estudo de estrelas Be, sistemas binários de altas energias, astrossismologia e busca de exoplanetas.

Segundo dados de 2025, sua produção acadêmica reúne mais de 5.700 citações, com índice h de 36 e i10 de 64, consolidando-o como um dos astrônomos brasileiros mais citados em sua área.Eduardo Janot Pacheco. Google Scholar. Acesso em 30 de novembro de 2011.Eduardo Janot Pacheco. ResearchGate. Acesso em 30 de novembro de 2011.Eduardo Janot Pacheco. Orcid. Acesso em 30 de novembro de 2011.

Contribuições em missões espaciais Missão CoRoT Uma das principais atuações de Pacheco Janot foi na missão espacial CoRoT, conduzida pela agência espacial francesa Centre National d’Études Spatiales (CNES) com cooperação internacional. O projeto, lançado em 2006, teve como objetivo a descoberta de exoplanetas e o estudo da estrutura interna de estrelas por meio da astrossismologia.The Eudopean Space Agency. Satélite Corot.

Pacheco Janot presidiu o Comitê CoRoT Brazil, responsável por coordenar a participação nacional no programa (2002–2021), e foi membro do Scientific Committee do satélite entre 2002 e 2017. A missão proporcionou a primeira detecção confirmada de um exoplaneta pelo consórcio internacional, o Corot-Exo 1b, anunciado em 2007.

A participação brasileira envolveu o uso da Estação de Satélites Científicos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Alcântara (MA), além do desenvolvimento de softwares e análises de dados por equipes da Escola Politécnica da USP e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Missão PLATO Após o encerramento da missão CoRoT, Pacheco Janot assumiu papel de liderança no envolvimento brasileiro com a missão PLATO 2.0, da Agência Espacial Europeia (ESA), dedicada ao estudo de exoplanetas e astrossismologia. Foi presidente do Comitê PLATO Brasil entre 2015 e 2021 e representante brasileiro no Mission Consortium Board (2014–2021), assegurando a presença do país em debates internacionais sobre astronomia espacial.The Eudopean Space Agency. Satélite Plato.

Impacto internacional A trajetória de Pacheco Janot caracteriza-se por intensa cooperação internacional. Seus vínculos com instituições de ponta na Europa, em especial na França e no Reino Unido, reforçaram a inserção da astronomia brasileira em redes globais de pesquisa.

Na França, estabeleceu parcerias de longa duração com o Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS)Eduardo Janot Pacheco. Site SciSpace. Acesso em 2 de dezembro de 2025. e com o CNES, colaborando em projetos de astrofísica estelar e missões espaciais. A concessão do Poste Rouge em 2000 representou o reconhecimento de sua relevância científica.

Sua atuação junto ao CNES foi decisiva para que o Brasil integrasse oficialmente a missão CoRoT, abrindo caminho para a cooperação entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e instituições europeias. Posteriormente, desempenhou papel estratégico na missão PLATO 2.0, da Agência Espacial Europeia, como representante brasileiro no Mission Consortium Board.

No Reino Unido, sua colaboração com a Open University incluiu estágios de pesquisa e docência como Visiting Professor, entre 2009 e 2010, em áreas ligadas à astrobiologia e à astrossismologia.

Graças a essas articulações, Pacheco Janot tornou-se uma das figuras-chave na internacionalização da astronomia brasileira, assegurando acesso a telescópios de ponta e participação em consórcios globais. Seu trabalho também contribuiu para a formação de jovens pesquisadores brasileiros em redes internacionais, ampliando a presença do país em projetos estratégicos de exploração espacial.

Divulgação científica e opinião pública Além da produção acadêmica, Pacheco Janot atuou de forma destacada na divulgação científica, sendo frequentemente porta-voz da astronomia brasileira em veículos de comunicação.

Também foi uma das vozes principais na defesa da entrada do Brasil no consórcio European Southern Observatory, ressaltando a importância do acesso aos telescópios localizados no deserto do Atacama, no Chile, para o avanço da astronomia nacional.

Cargos de destaque Presidente da Sociedade Astronômica Brasileira (2008–2012); Presidente da Sociedade Brasileira de Astrobiologia (2017–2020); Professor sênior do IAG-USP desde 2015.

Ver também Astrofísica estelar Astrossismologia ou asterosismologia Exoplaneta Sociedade Astronômica Brasileira

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Categoria:Agrônomos do Brasil