Austroplebeia essingtoni é uma pequena abelha eussocial e sem ferrão descrita por Cockerell em 1905. A espécie ocorre no norte da Austrália, incluindo o norte da Austrália Ocidental e o Território do Norte. É uma das menores abelhas sem ferrão da Austrália e consegue sobreviver em áreas extremamente áridas, com precipitações anuais de apenas 300 mm.
Etimologia O nome "essingtoni" foi dado porque os primeiros exemplares foram coletados em Port Essington, na costa norte de Arnhem Land, Austrália, em 1840.
Descrição e identificação As operárias (3,2–3,9 mm) geralmente possuem faixas creme distintas nas laterais e na parte posterior do tórax, além de uma marca clara e ampla na parte inferior do rosto. Elas são, em média, menores do que as operárias de outras espécies de Austroplebeia.
A coloração varia conforme a população: Hamersley Ranges – operárias mais claras, com bandas amarelas no tórax, pernas e abdômen. Áreas costeiras – indivíduos mais escuros.
Os machos são fortemente marcados e apresentam genitália peculiar, com pontas curvadas.
Construção do ninho A. essingtoni normalmente nidifica em árvores ocas de pequeno a médio porte (9–30 cm de diâmetro), mas também utiliza cavidades em paredes ou fendas em penhascos. Assim como Austroplebeia cassiae e Austroplebeia magna, a espécie constrói um túnel de entrada curto.
As células da cria são dispostas de forma irregular em estruturas chamadas "clusters". O pólen e o mel são armazenados em potes esféricos ou ovais, de paredes finas.
Uso humano Tentativas preliminares de manter esta espécie em caixas têm sido bem-sucedidas, porém a multiplicação por divisão ainda apresenta baixa taxa de sucesso.
Referências
Categoria:Abelhas da Austrália Categoria:Fauna endêmica da Austrália Categoria:Austroplebeia