Desde sua entrada no automobilismo no início da década de 1970, a Toyota tem se envolvido em diversas atividades no esporte a motor, principalmente na Fórmula 1, NASCAR, IndyCar, corridas de carros esportivos, vários ralis off-road, no Campeonato Mundial de Rali (WRC), Toyota Racing Series, Fórmula 3. Atualmente, a Toyota participa da Super Fórmula, Fórmula Drift, NHRA, USAC, Super GT, NASCAR e WRC.
Desde 2015, todas as atividades de automobilismo da Toyota são gerenciadas pela Toyota Gazoo Racing (TGR).
A Toyota também tem uma aliança técnica com a Haas F1 Team por meio da TGR, além da TGR ser a patrocinadora principal da equipe estadunidense de Fórmula 1 que desde a temporada de compete sob a denominação "TGR Haas F1 Team" e planeja entrar no Campeonato de Supercarros em 2026.
Rali A presença da Toyota no automobilismo remonta ao final de 1972, quando o piloto sueco Ove Andersson correu pela Toyota no Rali RAC da Grã-Bretanha. Durante o inverno de 1972, Andersson fundou a Andersson Motorsport em seu país natal e começou a administrar um programa de rali para a Toyota. A iniciativa mostrou-se impraticável e, três anos após a fundação da equipe, Andersson transferiu sua base da Suécia para Bruxelas, na Bélgica. A equipe foi renomeada para Toyota Team Europe.
A primeira vitória de um carro fabricado pela Toyota no WRC ocorreu em 1973, através dos canadenses Walter Boyce e Doug Woods, ao volante de um Toyota Corolla Levin TE27 no lendário Press-on Regardless Rally, nos Estados Unidos. Tratando-se de um feito improvável, conseguido com orçamento reduzido e muita resiliência. Já a primeira vitória de uma equipe oficial da Toyota no automobilismo aconteceu no Rali dos 1000 Lagos de 1975, na Finlândia, quando Hannu Mikkola e seu copiloto Atso Aho venceram a prova a bordo de um Toyota Corolla. Três anos depois, a equipe mudou-se para uma nova base em Colônia, no oeste da Alemanha. Foi somente na década de 1980 que a Toyota começou a obter sucesso consistente no Campeonato Mundial de Rali (WRC), especialmente nos ralis de longa distância na África, onde Björn Waldegård e Juha Kankkunen geralmente lideravam a tabela de tempos. Três anos depois, a equipe estabeleceu suas instalações multiuso para o automobilismo em Colônia, que ainda são utilizadas atualmente.
Na temporada de 1990, Carlos Sainz conquistou o título de Pilotos, dando à Toyota seu primeiro título mundial com um Toyota Celica de tração nas quatro rodas, e repetiu o feito dois anos depois. Em 1993, a Toyota comprou a equipe de Andersson e a renomeou para Toyota Motorsport GmbH. No mesmo ano, Kankkunen conquistou o título mundial e a Toyota venceu o Campeonato de Construtores, tornando-se a primeira fabricante japonesa a alcançar este feito. Esse sucesso se repetiu um ano depois, mas desta vez foi o francês Didier Auriol quem garantiu o campeonato mundial de Pilotos.
Em 1995, a Toyota foi flagrada usando restritores de turbo ilegais no Rali da Catalunha e recebeu uma suspensão de 12 meses da FIA. A Toyota retornou ao WRC com um carro de rali baseado no Toyota Corolla. O Corolla WRC estreou no Rali da Finlândia de 1997. Porém, após conquistar o Campeonato de Construtores em 1999, a Toyota decidiu abandonar o WRC no final daquela temporada — deixando o Corolla nas mãos de equipes privadas — para preparar seu ingresso na Fórmula 1.Imagem
Em março de 2007, a Toyota estreou seu carro de rali Corolla na categoria Super 2000, que competiu no Campeonato Australiano de Rali.
Após dezessete anos de ausência, a Toyota retornou ao Campeonato Mundial de Rali (WRC) de 2017 com a equipe Toyota Gazoo Racing WRT, usando o Toyota Yaris WRC World Rally Car. A equipe está sediada na Finlândia e é dirigida pelo ex-campeão mundial de rali Tommi Mäkinen. A Toyota conquistou seu quarto título de Construtores em 2018, enquanto Ott Tänak e Sébastien Ogier conquistaram o título de pilotos com o Yaris nos anos seguintes. A Toyota voltou a conquistar o Campeonato de Construtores em 2021, 2022, 2023 e 2024 — após uma temporada desafiadora, assegurando seu oitavo título na última etapa, o Rali do Japão —, além de títulos de Pilotos (Kalle Rovanperä, 2022 e 2023; e Sébastien Ogier em 2025) e Copilotos (2022, 2023).
CART IndyCar World Series/IRL IndyCar Series A Toyota competiu na CART IndyCar World Series de 1996 a 2002. Seus primeiros anos na categoria foram marcados por dificuldades. Os carros com motor Toyota, pilotados pelas equipes All American Racers e PPI Motorsports, ficavam no fundo do grid, lentos e pouco confiáveis. A Toyota sequer liderou uma volta até que Alex Barron liderou 12 voltas em Vancouver, em setembro de 1998.
A Toyota começou a ter uma melhorar em 1999, quando Scott Pruett conquistou a pole position na última corrida da temporada no California Speedway. No ano seguinte, Juan Pablo Montoya deu à Toyota sua primeira vitória na CART no Milwaukee Mile, a primeira de cinco corridas vencidas por carros com motor Toyota naquele ano. Os carros com motor Toyota venceram seis corridas em 2001. Em 2002, último ano da Toyota no campeonato, a equipe deu a volta por cima completamente após sua estreia desastrosa. A Toyota conquistou o campeonato de construtores, venceu 10 corridas e Cristiano da Matta, pilotando um carro com motor Toyota, levou o campeonato de pilotos, com Bruno Junqueira, também pilotando um carro com motor Toyota, terminando em segundo lugar.
A Toyota migrou para a IRL IndyCar Series em 2003 e forneceu suporte direto de fábrica às antigas equipes da CART, Team Penske e Target Chip Ganassi Racing, recebendo motores gratuitamente, assim como pata outras equipes. Seus motores estavam entre os melhores em seu primeiro ano, conquistando a vitória nas 500 Milhas de Indianápolis com Gil de Ferran e o campeonato com Scott Dixon. No entanto, 2004 e 2005 não foram tão favoráveis, com poucas vitórias. Após a temporada de 2005 da IndyCar Series, a Team Penske e a Target Chip Ganassi Racing anunciaram que mudariam para motores Honda, deixando a Toyota sem candidatos ao título. Como resultado disso e da intenção de realocar recursos para a NASCAR, a Toyota anunciou sua saída prematura da IndyCar Series durante a intertemporada.
A Toyota permaneceu na IndyCar Series apenas como patrocinadora principal do Grande Prêmio de Long Beach de 2009 a 2018, quando foi substituída pela Acura como patrocinadora principal oficial da prova a partir de 2019.
NASCAR Desde 2007, a Toyota tem mantido uma forte presença na NASCAR, competindo com o Camry (Cup Series), o GR Supra (Xfinity Series) e o Tundra TRD Pro (Truck Series), sendo o único fabricante a ter modelos em todas as três séries nacionais estadunidense, acumulando centenas de vitórias e múltiplos campeonatos ao longo de sua história na categoria.
Fórmula 1
Equipe de fábrica (2002–2009) Em 2002, a Toyota começou a competir na Fórmula 1 com a Toyota Motorsport GmbH, sediada em Colônia, Alemanha. Embora a equipe tenha marcado um ponto em sua primeira corrida na Austrália, as duas primeiras temporadas foram marcadas por múltiplos abandonos e resultados ruins. Em , o projetista Mike Gascoyne foi contratado para melhorar os resultados, após sua experiência anterior na Jordan e na Renault. Sob o comando de Gascoyne, a Toyota conquistou o quarto lugar no campeonato de construtores em , marcando 88 pontos e cinco pódios naquela que seria a melhor temporada da equipe na Fórmula 1.
No entanto, devido a uma "diferença fundamental de opinião em relação às operações técnicas", ele foi liberado de seu contrato em abril durante a temporada de . Substituído por Pascal Vasselon, a competitividade da equipe caiu e a Toyota não conquistou outro pódio até . A Toyota também começou a fornecer motores para clientes em 2005, inicialmente para a Jordan Grand Prix, e continuou quando a equipe foi adquirida e renomeada como Midland F1 Racing e Spyker F1 Team, respectivamente. Em 2007, a Toyota começou a fornecer motores para a equipe Williams, em troca de uma vaga para Kazuki Nakajima.
Após uma melhora no desempenho em 2008 e a contratação de Jarno Trulli e Timo Glock para substituir Ralf Schumacher, a Toyota conquistou seu primeiro pódio desde 2006. Com as mudanças nas regras da temporada de Fórmula 1 de , as equipes que anteriormente haviam vencido, Ferrari, McLaren e Renault, tiveram um início ruim, e a Toyota se juntou à Brawn GP com o design de "difusor duplo", tornando o TF109 um dos carros mais rápidos nas primeiras corridas. Após conquistar três terceiros lugares e uma dobradinha no Grande Prêmio do Barém, o desempenho caiu rapidamente, à medida que outras equipes superavam a Toyota em desenvolvimento. Uma melhora no final da temporada rendeu dois segundos lugares, incluindo a corrida em casa da Toyota no Japão, e garantiu a quinta posição.
Apesar da recente melhora nos resultados, a Toyota anunciou sua saída da Fórmula 1 em 4 de novembro de 2009. Akio Toyoda anunciou que a Toyota encerraria tanto a equipe quanto o acordo de fornecimento de motores com a Williams, citando o ambiente econômico como o principal fator decisivo. Apesar de ter um dos maiores orçamentos do esporte, a Toyota não conseguiu vencer uma corrida de Fórmula 1.
Parceria com a Haas F1 Team Em 11 de outubro de 2024, o nome Toyota retornou a categoria máxima do automobilismo mundial com o anúncio da Toyota Gazoo Racing (TGR) como parceira técnica da Haas F1 Team. Em dezembro de 2025, a Haas assinou com a TGR como patrocinadora principal e competirá como "TGR Haas F1 Team" a partir de .
Categoria:Equipes de automobilismo do Japão