A Casa dos Gorjões, também conhecida como Casa da Família Gorjão, é um edifício de estilo senhorial urbano situado no Largo de São João, na zona antiga de Porto de Mós, Portugal.
Descrição Embora a sua origem remonte ao século XVII, é considerada uma habitação seiscentista. O edifício foi alvo de uma remodelação completa que decorreu entre os séculos XIX e XX, resultando em adaptações significativas, especialmente no seu interior, que se encontra bastante alterado.
Apesar da intervenção oitocentista, a casa exibe um modelo habitacional característico do século anterior (XVIII), desenvolvendo-se através de uma longa e simétrica fachada de dois andares, divididos por um friso ao nível das janelas de sacada. O andar superior, que constitui o andar nobre, é marcado por três janelas de sacada que alternam com janelas de guilhotina e revelam um maior requinte decorativo. Sobre uma destas janelas de sacada, que se sobrepõe ao portal principal, conserva-se o brasão de armas da família Gorjão, que também se encontra numa janela de sacada do piso superior. Na fachada inferior, entre as portas de linhas rectas, encontram-se óculos ovais. O ritmo constante de vãos converge no portal principal, aberto ao centro da fachada, seguindo o padrão da arquitectura civil do século XVIII. Uma porta sobre o jardim exibe a data de 1630.
O edifício, apesar da sua austeridade construtiva e decorativa, impõe-se no contexto urbano de Porto de Mós pelo seu volume compacto e alçado longo e simétrico, exibindo as armas da família em local de destaque e conferindo à localidade uma marca de prestígio e nobreza.
Atualmente, o edifício acolhe serviços camarários da Câmara Municipal de Porto de Mós, nomeadamente os Pelouros da Educação, Acção Social, Juventude e Cultura, e serve também como palco para as reuniões da Assembleia Municipal.
História O antigo edifício remonta ao século XVII. A Família Gorjão, de origem francesa, chegou a Portugal no século XVI, mas não é conhecida a data exacta da sua instalação na localidade. Contudo, os Gorjões deslocaram-se de França para residirem em Portugal, o que coincidiu com a época do século XVII a que o edifício remonta.
Na sequência da reconstrução e remodelação que ocorreu entre os séculos XIX e XX, grande parte das antigas construções seiscentistas foi alterada. Destas, apenas restou como vestígio a escadaria interior de acesso ao piso superior, que se manteve com os traços originais do século XVII.
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