A fortaleza de Oxacã () é uma fortaleza arruinada da Armênia, situada na margem direita do rio Cassal, a cinco quilômetros da noroeste de Astaraque, sobre a colina chamada Didiconde, na aldeia de Oxacã. Historicamente, fez parte do distrito (gavar) de Aragazócia, da província (ascar) de Airarate, do Reino da Armênia.

História

O sítio foi ocupado desde ao menos os séculos VII-, como evidenciado pelas escavações realizadas desde 1971, que descobriram sobre o cume da colina Didiconde uma fortaleza quadrangular do tempo do Reino de Urartu. O edifício urartita compreende 0,25 hectare de área e trata-se de uma construção ciclópica com enormes blocos de pedra, pertencente ao tipo castelo-fortaleza. Compõe-se de um pátio, um grande salão, uma construção interpretada como templo, e andares residenciais e de cave, em dois níveis. As paredes externas, com 2,5–2,6 metros de espessura, são feitas de grandes blocos de tufo, ligados com argamassa de barro. Um muro interno que corre no sentido norte–sul divide a fortaleza; no interior há várias dependências subterrâneas e residenciais. Nos arredores da fortaleza existiam também diversas outras construções.

É possível que seja a Astacana mencionada por Ptolemeu. No , quando fez parte do Reino da Armênia, pertencia ao distrito (gavar) de Aragazócia, da província (ascar) de Airarate. Sua primeira menção foi realizada por Fausto, o Bizantino (), que afirmou que em 336 o exército do invasor Sanatruces foi derrotado pelo asparapetes (comandante-em-chefe) em Valarsapate e empurrado em direção a Oxacã. Vache I, ao lado de , , , e Varazes, massacrou o contingente de Sanatruces, cuja cabeça foi levada diante do rei . Moisés de Corene afirmou que Cosroes III entregou Oxarcã aos Amatúnios de Vaanes I como recompensa por suas ações. Essa concessão não foi mencionada por Fausto, mas é corroborada por Lázaro de Farpe, que atesta que os Amatúnios detinham controle sobre ela no .

Provavelmente desde sua concessão aos Amatúnios que se formou ao redor da fortaleza um pequeno povoado. De acordo com Eliseu, o Armênio, no contexto da revolta de contra o xainxá , o governador e partidário pró-iraniano conquistou e arruinou Oxacã e outras localidades, enquanto os rebeldes estavam ocupados na Albânia. Entre os séculos VI–X e posteriormente, Oxacã já não era mencionada como fortaleza. Entre as ruínas do castelo e em seus arredores conservaram-se muitos vestígios antigos da aldeia local. As escavações realizadas entre 1971 e 1992 foram dirigidas pelo prof. S. Yesayan, da Universidade Estatal de Erevã.

Bibliografia

Categoria:Sítios arqueológicos da Arménia Categoria:Aragazócia (distrito) Categoria:Fortificações da Armênia