Aruchas Bas-Ammi é um livro escrito em pelo filósofo judeu alemão Isaac Rülf em 1883.

O livro foi escrito como resposta ao folheto Autoemancipação publicado pelo judeu russo Leon Pinsker no ano anterior. Pinsker defendia a criação de um estado judeu como resposta ao antissemitismo, e Isaac Rülf concordou com sua ideia básica, mas foi além, especificando que a pátria judaica deveria estar na Palestina e que sua língua deveria ser o hebraico, além de propor a compra de terras e a imigração imediata dos judeus para a Palestina.

Estrutura Aruchas Bas-Ammi foi dividido em quatro capítulos, denominados "Golus", "Rischus", "Avdus" e "Cherus". No primeiro capítulo, ele busca provar que a vida dos judeus na diáspora é a raiz de seu sofrimento, pois não importa o quanto o judeu se esforce, os não judeus não estão preparados para aceitá-los como cidadãos de iguais direitos. No segundo capítulo, ele discorre mais sobre o antissemitismo. No terceiro capítulo, ele defende o ponto de que os próprios judeus têm uma parcela de responsabilidade em sua situação por terem perdido sua consciência de nacionalidade. No último capítulo, ele apresenta sua proposta: a restauração dos judeus à antiga Terra de Israel. "Devemos", escreveu ele, "reconquistar nossa pátria original, a terra de nossos pais, e aspirar a recriar o Estado Judeu."

Recepção O livro foi recebido com mais entusiasmo por judeus da Rússia do que pelos judeus de regiões de língua alemã, onde a recepção foi mista: alguns com simpatia, mas muitos com ceticismo. Nathan Birnbaum, jornalista austríaco que cunhou o termo "sionismo" escreveu a Rülf elogiando seu trabalho. Também Pinsker o elogiou fortemente. Mas muitos rejeitaram a ideia por considerar improvável que o judeu deixasse a Alemanha pela Terra Santa.

Bibliografia

Ver também Autoemancipação O Estado Judeu

Ligações externas

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