Uma Esperança no Ar é uma telenovela brasileira produzida e exibida pelo SBT entre 7 de agosto de 1985 e 17 de fevereiro de 1986, em 166 capítulos, substituindo Jogo do Amor e encerrando a faixa das sete na emissora. Escrita por Dulce Santucci nos 30 primeiros capítulos e, posteriormente, por Amilton Monteiro e Ismael Fernandes, com o argumento de Clayton Sarzy teve direção geral de Jardel Mello.

Contou com Angelina Muniz, Celso Frateschi, Geórgia Gomide, Edney Giovenazzi, Cleyde Yáconis, Eliane Giardini, Mário Cardoso e Elias Gleizer nos papéis principais.

Enredo No passado, Ana (Angelina Muniz) foi expulsa de Tamandaré após ser culpada pelo acidente de barco que deixou paralítico o namorado Rui (Celso Frateschi), filho dos poderosos Clara (Geórgia Gomide) e Daniel (Edney Giovenazzi). Depois de 10 anos, a moça retorna à cidade misteriosamente rica para retomar sua vida e ajudar a mãe Paulina (Cleyde Yaconis), que passou anos sofrendo humilhações.

O retorno irrita Clara, que vê o interesse do filho renascer na ex, contrariando a mãe que quer que ele se case com Vitória (Kátia d'Angelo). A riqueza de Ana se torna interesse de suma importância nos jogos políticos locais, até então comandado pelo Prefeito Francisco (Elias Gleizer), sob os desmandos de Daniel.

Junto com Ana chega Débora (Eliane Giardini), mulher forte e progressista, que logo se torna interesse de Egdar (Mário Cardoso), um político mau-caráter que espera se tornar deputado, para despeito de Marisa (Aldine Müller), que gosta dele. Ainda o embate entre as beatas, lideradas por Dona Rolinha (Geny Prado), contra o bordel de Dolly (Zaira Bueno).

Elenco IntérpretePersonagem Angelina Muniz Ana Martins Celso Frateschi Rui Motta Lacerda Cleyde Yáconis Paulina Fiori Geórgia Gomide Clara Fiori Edney Giovenazzi Daniel Fiori Eliane Giardini Débora Mário Cardoso Vereador Edgar Gouveia Elias Gleizer Prefeito Francisco Augusto Ribeiro Gouveia Yara Lins Elvira Ferrão Kátia d'Angelo Elizeth Monteiro Aldine Müller Marisa Monteiro Ruthinéa de Moraes Maria Elisa Monteiro Hélio Souto Vereador Monteiro Antônio Petrin Vereador Atílio Percy Aires Vereador Rocco Ileana Kwasinski Terezinha Juncal Lídia Vani Lara Motta Lacerda Geny Prado Dona Maria Zaíra Bueno Dolly David Cardoso Ricardo Martha Overbeck Mônica Turíbio Ruiz Teobaldo Esmeralda Barros Antônia Alfredo Damiano Denis J. França Dr. Haroldo Yara Grey Marilena Tina Ferreira Lisa Fiori Cláudio Corazza Caio Fiori Lúcia Mello Lucila Júlia Savassi Lindinha Rô Mendonça Tami Lourdes Rocha Tânia Massao Bruno Toshiro Alexandra Corrêa Marli

Participações especiais IntérpretePersonagem Arnaldo Weiss Tadeu Roberto Scudero Jonas Antônio Natal Chico Solano Padre Zodja Pereira Cory Campos Ernesto Bambini Raul Gonçalves Carlos Sebastião Campos Gil Semme Lufti Sérgio Buck Compadre Ciço Carminha Brandão

Produção Santucci estava longe das telenovelas há 13 anos, desde Os Fidalgos da Casa Mourisca, mais devido a lentidão foi trocada.

Uma Esperança no Ar, encerrou a dramaturgia do canal naquele momento e somente retornou com Éramos Seis, com exceção das independentes Cortina de Vidro e Brasileiras e Brasileiros. A emissora até teve vontade de continuar com as produções, fazendo uma especialmente para Roy Rosselló, na época integrante da banda Menudo, sobre título de O Ídolo.

Gravações Por conta de um problema de saúde do ator Cláudio Corazza, as gravações tiveram que ser pausadas em uma semana, já que não estava em condições de continuar atuando, fazendo assim, adiar mais uma vez a estreia.

Exibição

Reprise Foi reprisada na faixa Novelas da Tarde entre 27 de julho e 18 de dezembro de 1987, às 14h30, em 104 capítulos, substituindo A Justiça de Deus e sendo substituída por O Anjo Maldito.

Trilha sonora

Capa: Logotipo da novela.

Repercussão O alto custo de produção em novelas nacionais, fez Silvio Santos anunciar que Uma Esperança no Ar seria a última produção dramaturga pelo SBT, por enquanto, até a Copa do Mundo 1990. A decisão de substituir-las em detrimento dos folhetins mexicanos por serem mais baratos foi criticado.

Durante sua exibição foi compara bastante com Roque Santeiro, que ia ao ar no mesmo ano pela TV Globo e trazia histórias similares, como a disputa política no interior, a influência de famílias ricas nas decisões do local e a guerra entre beatas e bordel, embora parecidas, a novela carioca era reciclada de obras do autor.

Ligações externas

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