Soneto 112 é um dos 154 Sonetos de Shakespeare, pertencente à série “Fair Youth”, que corresponde aos 126 primeiros sonetos. É uma continuação do Soneto 111.

Análise Como os demais sonetos de William Shakespeare, este tem o formato de soneto inglês foi todo construído no ritmo de pentâmetro iâmbico, e rimas em ABAB CDCD EFEF GG

Sinopse Este soneto remete a alguns sonetos anteriores. Como ocorre com os sonetos 105, 106 e 108, apresenta uma certa irreverência religiosa matizada de humor, que poderia ser interpretada como blasfêmia. O primeiro verso é uma continuação direta do Soneto 111: a piedade do amigo apaga a marca. O verso 5 remete ao final do Soneto 109. O conjunto evoca a submissão mórbida do Soneto 57.

O Soneto retoma o tema da vergonha do poeta, referindo-se a um “escândalo vulgar” que o marcou, sugerindo que o amor de seu amigo cura a marca horrenda. Ignorando as fofocas maliciosas do mundo, o poeta insiste que apenas a opinião de seu amigo importa.

O pedido de compaixão que o poeta fizera ao amigo teria sido atendido. Então, ele afirma que não se importa com o que os outros possam pensar ou dizer a seu respeito.

Shakespeare deixa claro que desafia as normas sociais. Alguns sonetos vêm de sua mente, outros vêm de seu coração. Este soneto veio de sua alma.

Traduções Tradução de Thereza Christina Motta Como nas suas outras traduções, ela procurou fazer uma tradução mais literal, mantendo os 14 versos do original, mas sem se ater a ritmo, métrica ou rima.

Tradução de Milton Lins O tradutor apresentou o soneto em versos dodecassílabos alexandrinos, em ritmo misto, predominantemente hexâmetro iâmbico. O esquema rímico seguiu o do autor, como um soneto inglês: ABAB CDCD EFEF GG.

Tradução de Paulo Camelo Procurando espelhar-se na obra original e mantendo a forma de soneto inglês (3 quartetos e um dístico), em versos decassílabos em pentâmetro iâmbico, fez um diferencial, acrescentando-lhe o ritmo holístico.

Categoria:Sonetos de William Shakespeare