Os enfrentamentos entre Israel e Jihad Islâmica Palestina em maio de 2023 começaram no dia 2, quando Khader Adnan, oficial da Jihad Islâmica Palestina (JIP) morreu em uma prisão israelita após passar 87 dias em greve de fome enquanto aguardava seu julgamento por acusações de terrorismo. Em resposta, o grupo JIP lançou mais de 100 foguetes no sul de Israel, causando ferimentos em 7 indivíduos em Sderot. Em 9 de maio de 2023, Israel conduziu uma série de ataques aéreos na Faixa de Gaza, denominada Operação Escudo e Flecha, que durou até o dia 13.

As Forças Armadas de Israel laçaram os mísseis no dia 9 alvejando três líderes do grupo JIP, mas acabaram ferindo 10 civis. Em sequência, no mesmo dia, Israel matou dois palestinos em um ataque aéreo em Khan Yunis e mais seis nos ataques do dia 10. Como resposta, o grupo JIP lançou centenas de mísseis contra Israel, como reportam as Forças de Defesa de Israel, na Operação Vingança dos Livres. A Frente Popular para a Libertação da Palestina relatou quatro fatalidades nesse dia. Em 11 de maio, os ataques de Israel mataram mais dois líderes e pelo menos 26 civis.

As séries de enfrentamentos e trocas de mísseis persistiu no dia 12, apesar dos esforços para um acordo de cessar fogo. Nesse dia, mais um líder do grupo PIJ foi morto e, no final do dia, 34 palestinos e 1 israelita foram mortos.

Contexto e antecedentes Em 2 de maio de 2023, Khader Adnan, oficial do Movimento da Jihad Islâmica na Palestina, morreu em uma prisão de Israel após 87 dias em greve de fome contra sua prisão pelo Estado sem um processo judicial. Em resposta, no mesmo dia, o grupo JIP lançou cerca de 102 mísseis em Sderot, próximo da periferia da Faixa de Gaza, no sul de Israel. Em um desses ataques, sete pessoas em Sderot foram feridas.

No dia seguinte, as facções em Gaza e as Forças Armadas em Israel chegaram a um frágil cessar-fogo. Por uma semana, Israel resistiu em responder os ataques do grupo até dia 9 de maio, quando a Operação Escudo e Flecha começou, quebrando o cessar fogo que havia sido firmado no dia 3 de maio.

Bombardeio Quarenta aeronaves militares de Israel surpreenderam com um bombardeiro, violando o cessar-fogo estabelecido. O bombardeio se iniciou às duas da manha, no horário local, do dia 9 de maio de 2023 e durou por aproximadamente duas horas. Testemunhas reportam que o ataque tinha como alvo um apartamento na cobertura da Cidade de Gaza e uma casa em Rafa. O Ministério da Saúde Palestina confirmou a morte de 13 indivíduos como resultado do bombardeio, dentre eles, três comandantes, suas esposas e crianças. Além disso, 20 pessoas apresentaram ferimentos decorrentes dos ataques.

O consulado russo em Ramala reportou que um cidadão russo, que trabalhava como dentista e residia no local, estava entre os mortos. A esposa e filho também faleceram. Depois, em Khan Yunis, dois palestinos foram mortos em um ataque aéreo que mirava em um veículo. O incidente ocorreu diversas horas após o bombardeio inicial.

As Forças Armadas de Israel instruíram os residentes em uma distância inferior a 40 quilômetros a ficarem próximos a abrigos antiaéreos.

Resposta com mísseis e a violência subsequente Militantes da Palestina responderam aos bombardeios de Israel lançando centenas de mísseis, ultrapassando mais de 938, segundo as Forças de Defesa de Israel, na operação chamada Vingança dos Livres. Quatro membros da Frente Popular para a Libertação da Palestina estavam entre os mortos dos ataques do dia 10 de maio. Em 11 de maio, mais dois comandantes do grupo palestino foram mortos durante os ataques aéreos, enquanto o número de mortos aumentou para pelo menos 26. Em 12 de maio, os militantes do Movimento da Jihad Islâmica na Palestina lançaram mísseis para Jerusalém pela primeira vez durante o conflito. Como resultado, as negociações para um cessar-fogo foram suspensas.

Em 13 de maio de 2023, um trabalhador palestino foi morto e outro foi ferido por um estilhaço de míssil em Neguev.

Cessar-fogo Mediante o governo do Egito, Israel e militantes palestinos do grupo concordaram em um cessar-fogo em 13 de maio de 2023, às 22h no horário local. Essa onda de conflitos matou 34 palestinos (1 em Israel) e 1 israelense, além de 147 feridos no total. De acordo com Israel, 14 palestinos foram mortos, mas 4 foram mortos por fogo amigo. Na Faixa de Gaza, os ataques de Israel destruíram 51 casas e forçaram o deslocamento de cerca de 950 indivíduos, de acordo com a Organização das Nações Unidas.

Reações Ismail Haniya, líder do Hamas, denunciou os ataques de Israel. Segundo ele, assassinar um dos líderes do movimento na Palestina em uma "maneira traiçoeira" não irá trazer segurança ao ocupante, mas sim mais resistência. O porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, afirmou que Israel são os responsáveis por essas repercussões.

As Nações Unidas buscaram a moderação e a retomada das negociações com o objetivo de alcançar e instaurar uma paz duradoura, tendo em vista a preocupação da comunidade internacional. As autoridades de Israel suspenderam a entrada e a saída de pessoas e de mercadorias de Gaza em alguns pontos de passagem.

O Papa Francisco expressou sua esperança na instauração de um cessar-fogo. Em sua visão, "as armas não trarão segurança, nem estabilidade".

Em 13 de junho, a Anistia Internacional afirmou que os ataques aéreos israelenses e os lançamentos de foguetes palestinos poderiam ser ambos classificados como crimes de guerra, alegando que os ataques aéreos foram realizados "sem necessidade militar" e representavam "uma forma de punição coletiva contra a população civil", além disso os lançamentos de foguetes foram considerados "indiscriminados".

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