Julieta Barbara Guerrini (Piracicaba, 14 de dezembro de 1908 - São Paulo, 26 de julho de 2005) foi uma poeta e pintora brasileira, uma das poucas poetas mulheres representantes do movimento modernista. Sua obra, eclipsada por seu relacionamento com Oswald de Andrade, começou a ser resgatada nos últimos anos. Sua única coletânea publicada, Dia Garimpo (1939), ganhou nova edição em 2021.
Biografia Julieta Guerrini era filha de Adelaide e Pasqual Guerrini, figura importante da intelectualidade e da política piracicabana, membro do Partido Comunista; sua casa era ponto de encontro de artistas e escritores.
Formou-se professora primária e mudou-se para São Paulo na década de 1930. Conheceu Oswald de Andrade em 1934, com quem se casou em 1936. Nessa época ela começa a escrever seus primeiros poemas e desenhos, adotando o nome artístico Julieta Barbara em homenagem à avó. Em 1939, o casal Julieta e Oswald se muda para o Rio de Janeiro. Em 1939, Julieta Barbara publica o livro de poesias Dia Garimpo pela editora José Olympio, ilustrado pela própria autora e por Flávio de Carvalho e com prefácio de Raul Bopp.
Julieta Bárbara também escreveu crônicas para o jornal carioca A Manhã, em 1941.
Julieta se separou de Oswald em 1940 e casou-se novamente com o físico Mário Schenberg, com quem tiveram uma filha, Ana Clara.
Em 2003, Julieta foi tema do curta documentário Julieta é Barbara, dirigido por José Roberto Aguilar, Pichi Martirani e Lucilla Meirelles.Morreu em 2005, aos 97 anos.
DIa Garimpo foi reeditado em 2021 pela editora Círculo de Poemas, com poemas inéditos e posfácio de Mariano Marovatto.
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