Tasso Azevedo da Silveira OSE (Curitiba, 11 de março 1895 — Rio de Janeiro, 02 de dezembro de 1968) foi um escritor e poeta brasileiro.Tasso da Silveira (Curitiba PR, 1895 - Rio de Janeiro RJ, 1968) Escritas.org - acessado em 8 de outubro de 2015 Foi um dos representantes da ala espiritualista do modernismo brasileiro, ao lado de Alceu Amoroso Lima e Cecília Meireles. Ganhou importante reconhecimento nos círculos literários, sendo considerado por Gerardo Melo Mourão e Clarice Lispector “o maior poeta cristão das nossas letras”.Clarice Lispector. "Uma hora com Tasso da Silveira". Vamos Ler!, Rio de Janeiro, nº 229, 19/12/1940.
Alceu Amoroso Lima afirmou que a obra de Tasso é a que, no Brasil, possui “a poesia em seu mais puro estado”. Herdeiro modernista do simbolismo, tinha em Paul Claudel e São João da Cruz suas principais ascendências. Apresenta um lirismo construído com o sentimento do imponderável, no qual predomina a musicalidade, com grande ênfase na harmonia e, acima de tudo, no ritmo. Reage contra a cidade cosmopolita. Indica a vocação humana para o Absoluto, o Infinito, o Eterno, no meio da alternância entre os polos positivo e negativo na vivência humana. O eixo de sua poesia, para Adonias Filho, foi o Brasil e o amor à pátria, com uma missão concreta e clara, a de salvá-lo de suas desgraças. Dessa forma, buscava operar uma redenção para que o Brasil assumisse a vocação de ser o “novo eleito”, a fim de “reintroduzir no mundo a inocência perdida”. Tasso recebeu assim o título de “o poeta do povo brasileiro”, enquanto João Manuel Simões o chamou “poeta da esperança e da fé”.
Em 1957, foi homenageado pela Academia Brasileira de Letras com o Prêmio Machado de Assis, pelo total de sua obra.
Biografia Era filho do poeta simbolista Silveira Neto.
Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Tasso, ao lado de Oscar Martins Gomes, Lacerda Pinto e José Guahiba, fundaram a revista "Fanal", um periódico que era órgão literário do Novo Cenáculo e que circulou entre 1911 e 1913. Este veículo pertenceu ao movimento de vanguarda literária ocorrido no início do século XX, no Paraná, e que ficou conhecido como "os novos" ou "os novíssimos"A Gloriosa Asneira de Casar-se, matéria de: Cláudio Denipoti Revista da Universidade Estadual de Ponta Grossa — acessado em 22 de junho de 2010 e também foi um dos representantes da ala espiritualista do modernismo, ao lado de Cecília Meireles e Tristão de Ataíde. Pertenceu ao grupo da Revista Festa, da qual foi um dos fundadores.
Foi discípulo e amigo do filósofo Raimundo de Farias Brito, tendo participado do seu velório e sepultamento com a família. No círculo de pessoas próximas de Farias Brito, tinha ao seu lado Jackson de Figueiredo, Andrade Muricy, Nestor Vítor e outros.
Estreou como poeta com Fio d'Água, em 1918, tendo adotado o verso livre a partir do terceiro livro, Alegorias do Homem Novo, em 1926.
Colaborou em diversas revistas literárias do Rio de Janeiro e de São Paulo. Encontra-se colaboração da sua autoria na revista luso-brasileira Atlântico. Lecionou literatura portuguesa na Universidade Católica e na Faculdade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro.
Em novembro de 1936, aderiu à Ação Integralista Brasileira. Dentro do movimento, tornou-se Secretário Provincial de Estudos do núcleo de Guanabara, atual Rio de Janeiro.Monitor Integralista (Boletim Oficial da Ação Integralista Brasileira), nº 21, 17 de julho de 1937, p. 1. No ano seguinte, publicou o livro Estado Corporativo, explicando a doutrina integralista e criticando os diversos liberalismos. Chegou a afirmar que, como integralista, estava disposto ao martírio a qualquer instante. Durante o Estado Novo, dirigiu a revista integralista Cadernos da Hora Presente. Em 1945, foi um dos signatários de uma Carta Aberta dos ex-líderes integralistas em defesa do movimento, candidatando-se, nas eleições de 1947 e 1950, a vereador do Rio de Janeiro pelo Partido de Representação Popular, sucessor da AIB.Candidatos a vereador ao Conselho Municipal do Distrito Federal. A Manhã, 5 de janeiro de 1947, p. 11.Partido de Representação Popular — Para a Câmara dos Vereadores. O Jornal, 24 de setembro de 1950, p. 5. A partir de 1953, participou do Grande Conselho do Movimento Águia Branca, também de caráter integralista.
A 11 de Dezembro de 1941 foi feito Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada de Portugal.
Crítica Clarice Lispector observou que “a alta crítica literária ergueu-o a cumiadas de uma glória invejável”. Alceu Amoroso Lima qualificou o Cântico ao Cristo do Corcovado como “um dos maiores poemas da nossa língua e da nossa alma”. Agrippino Grieco comparou sua poesia à de Walt Whitman, e Andrade Muricy a comparou à de Percy Shelley.
Obras publicadas
Jackson de Figueiredo, 1916 Fio d’Água (poesia), 1918 A Igreja silenciosa (ensaios), 1922 A alma heroica dos homens (poesia), 1924 Alegorias do homem novo (poesia), 1926 As imagens acesas (poesia), 1928 Cântico ao Cristo do Corcovado (poesia), 1931 Definição do Modernismo Brasileiro (crítica literária), 1932 Discurso ao povo infiel (poesia), 1933 Tendências do pensamento contemporâneo (ensaios), 1935 Descobrimento da Vida (antologia poética), 1936 30 Espíritos-Fontes (ensaios), 1937 O sagrado esforço do homem (antologia do trabalho), 1937 Estado Corporativo (política), 1937 Caminhos do Espírito (ensaios), 1937 Gil Vicente e outros estudos portugueses, 1940 O Canto Absoluto (poesia), 1940 Alegria do mundo (poesia), 1940 Só tu voltaste? (romance religioso), 1941 Cantos do campo de batalha (poesia), 1945 As qualidades e as virtudes de Euclides da Cunha (coautoria de Plínio Salgado), 1954 Contemplação do Eterno (poesia), 1952 Canções a Curitiba (antologia poética), 1955 Puro Canto (poesia), 1956 Sombras no Caos (romance), 1959 Regresso à Origem (poesia), 1960 Sombras no Caos (romance), 1961 Puro Canto (poesias completas), 1962 Literatura comparada, 1964 Cruz e Sousa: Poesia (antologia completa), 1967 Diálogo com as raízes (ensaios), 1971
Obras inéditas de ensaios
Revolução e Penitência Sol dos Séculos Problemas e pseudo-problemas de estética Contemplação do amor e da beleza Dança, Música e Poesia Algumas cabeças
Traduções
Nikolai Berdiaev, Uma nova Idade Média, 1936 Joseph A. Jerger, Doutor, aqui está o seu chapéu, 1939 Ralph Ingersoll, Londres sob bombardeios alemães, 1946
Ligações externas Poesias de Tasso da Silveira, por Marco Dias Versão musical de O Canto Absoluto, por Brasílio Itiberê Categoria:!Artigos com ligações inativas
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