thumb|Galileu da Saúde Correia Galileu da Saúde Correia (Cova da Piedade, Almada, 31 de agosto de 1888 – São Mamede, Lisboa, 17 de outubro de 1955) foi um político republicano e comerciante português.
Natural da Cova da Piedade, na altura lugar integrante da freguesia de Santiago de Almada, era filho de Joaquim José Correia, comerciante natural de Setúbal, e de Margarida da Saúde, natural do Seixal.
Pertencia, e foi fundador, do Centro Eleitoral Democrático Elias Garcia, da Cova da Piedade, o centro republicano mais antigo do concelho. Pertenceu também à maçonaria. Em 1910, durante a Implantação da República Portuguesa, Galileu da Saúde Correia esteve presente quando a bandeira revolucionária foi hasteada do edifício dos Paços do Concelho de Almada, e discursou do topo da escadaria do edifício. Quando a junta revolucionária constitui formalmente a Comissão Municipal Republicana no dia 12 de outubro de 1910, Galileu da Saúde Correia é eleito como seu primeiro presidente. Renunciou ao cargo em 4 de junho de 1911, por ter sido entretanto nomeado para um exercer um lugar no Ministério das Finanças.
Anos mais tarde, fundou em sociedade com alguns amigos (entre os quais o seu correligionário e conterrâneo Jaime Amorim Ferreira) uma casa bancária em Lisboa, com balcões em São Tomé e Príncipe e Angola, aproveitando as oportunidades de negócio suscitadas pela grande procura internacional de café produzido naquelas colónias portuguesas. O negócio veio a ser muito afetado pela crise económica de 1929; Galileu Correia parte depois para Inglaterra e mais tarde para Angola, onde mantém durante longos anos um negócio de exportação de peles, regressando a Portugal na década de cinquenta, com a saúde muito debilitada.
Morreu aos 67 anos, em 1955, na freguesia de São Mamede, em Lisboa, vítima de uma pneumonia.
Casou civilmente com Maria Amália Paiva, na Administração do Concelho de Almada, em 19 de setembro de 1910, de quem se viria a divorciar em 1945.7.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa, Registos de Óbito n.º 61, Vol. II de 1955, u.i. 1421, 5/5/4/1 - Fls. 286
Existe uma rua e uma praceta na freguesia do Pragal, em Almada, com o seu nome.
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