Arthur Mello de Lima Cavalcanti (Recife, — Recife, ) foi um empresário, agrônomo, arquiteto, economista e político brasileiro. Foi vice-prefeito de Recife, além de deputado estadual e federal por Pernambuco.
Vida pessoal Natural de Recife, Pernambuco, Lima nasceu em , filho de filho de Ruy de Lima Cavalcanti e de Thereza de Mello de Lima Cavalcanti. Sobrinho do ex-governador Carlos de Lima Cavalcanti, Lima formou-se em agronomia e arquitetura pela Universidade do Recife, atual UFPE, em 1954.
Foi casado com Wilma de Lima Cavalcanti, com quem teve quatro filhos.
Faleceu em Recife, no dia .
Carreira política Próximo de setores da União Democrática Nacional (UDN) e do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), organizou sua primeira candidatura em 1959, para o cargo de vice-prefeito na eleição municipal do Recife pelo PTB. Com o partido apoiando Antônio Pereira, saiu da sigla após apenas trinta dias e se filiou ao Partido Social Trabalhista (PST), pelo qual concorreu como vice na chapa de Miguel Arraes (PST), ambos sendo vitoriosos na eleição.
Em 1962, se elegeu pelo PTB à deputado federal, deixando a vice-prefeitura e assumindo o novo cargo em 1963. Com o prefeito Arraes assumindo como governador no mesmo ano, assumiu a prefeitura o presidente da câmara de vereadores, Liberato da Costa Júnior.
Como deputado, foi um idealizadores do projeto de lei para a criação da SUPURB (Superintendência de Política Urbana), que tinha como objetivo a melhoria progressiva das condições de sub-habitação, “em bases locais, inclusive estimulando o esforço próprio, a ajuda mútua e o desenvolvimento comunitário”, e combater influências estrangeiras (sobretudo dos Estados Unidos) nos planos habitacionais estaduais.
Em 1964, após o golpe de estado daquele ano, perdeu o mandato por força do Ato Institucional nº 1 (AI-1). Após isso se voltou para atividades empresariais.
Foi beneficiado pela Lei da Anistia em 1979 recuperando os direitos políticos. Com o fim do bipartidarismo, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT). Acabou expulso do partido em 1981, por "apresentar posturas personalistas e desrespeitar decisões partidárias”, como em seu apoio à uma Assembleia Nacional Constituinte, ponto não constante no programa partidário, e ao não participar das reuniões do PT. Em sua defesa, afirmou na época que sua expulsão fora um “ato ridículo e fascista que demonstrava a estreiteza e o oportunismo de grupelhos sectários que se entrechocam em sectarismos semânticos e que nada têm a ver com o PT”. Responsabilizou o presidente nacional do PT, Luís Inácio Lula da Silva, pela instauração do inquérito que resultou na sua expulsão.
Já pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), elegeu-se deputado estadual por Pernambuco em 1982.
Em 1986, candidatou-se a deputado federal pelo partido, acabando com a suplência. Já filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), assumiu em 1989 a vaga deixada por Luís Freire Neto (PMDB), não concorrendo à reeleição em 1990.
Desligando-se do PDT e permanecendo sem partido, foi presidente da Fundação pelo Desenvolvimento da Região Metropolitana do Recife entre 1991 e 1992, na gestão do governador Joaquim Francisco.
Referências
Categoria:Naturais do Recife Categoria:Deputados federais do Brasil por Pernambuco Categoria:Deputados estaduais de Pernambuco Categoria:Membros do Partido Trabalhista Brasileiro (1945) Categoria:Membros do Partido Social Trabalhista (1946) Categoria:Membros do Partido dos Trabalhadores Categoria:Membros do Movimento Democrático Brasileiro (1980) Categoria:Membros do Partido Democrático Trabalhista Categoria:Vice-prefeitos do Recife Categoria:Políticos de Pernambuco do século XX Categoria:Políticos do Brasil depostos Categoria:Opositores da ditadura militar no Brasil (1964–1985) Categoria:Nascidos em 1930 Categoria:Mortos em 1994