Leonor Castellano (Curitiba, 25 de outubro de 1899 - Curitiba, 13 de janeiro de 1969) foi uma escritora, jornalista, ensaísta, feminista e funcionária pública na cidade de Curitiba, onde há uma escola municipal nomeada em sua homenagem.

Vida Leonor Castellano nasceu em 25 de outubro de 1899 na capital paranaense, filha dos portugueses Francisca Wienonewski Castellano e Francisco Castellano. Leonor tinha irmãos e irmãs mas só foi possível identificar o nome de duas de suas irmãs: Olga e Gioconda.

Castellano morou durante toda sua vida na capital do Parána e faleceu em decorrência de um infarto às 23 horas de 13 de janeiro de 1969, no Hospital Santa Casa de Misericórdia. Seu corpo foi velado em sua casa e posteriormente no Centro Paranaense Feminino de Cultura, de onde saiu o cortejo em sua homenagem.

Educação Castellano iniciou sua trajetória escolar no Grupo Escolar Tiradentes, onde teve como professora Júlia Wanderley. A escola possuía uma grade curricular que tinha como objetivo formar cidadãos patriotas, característica comum do início da República brasileira.

Cursou o Intermediário na Escola Americana de Curitiba, a instituição proporcionava que todos os seus estudantes tivessem acesso a diversos idiomas mas somente as meninas eram destinadas aulas de Economia Doméstica.

Carreira

Carreira pública Em 1924, Castellano começou a trabalhar na Secretaria da Fazenda do Paraná, se tornando posteriormente chefe na seção financeira da mesma secretaria. Na década de 1940 foi transferida para a Procuradoria da Fazenda. miniaturadaimagem|Fachada da Biblioteca Pública do Paraná, local onde Leonor Castellano atuou na administração como funcionária pública. Ainda ocupando cargo público, administrou o Arquivo Público do Paraná, atuando na Biblioteca Pública do Paraná e na Biblioteca da Associação dos Funcionários Públicos do Paraná.

Aposentou-se como funcionária pública em 12 de fevereiro de 1960.

Carreira literária Na década de 1920 a casa de Castellano foi espaço reuniões literárias, frequentadas por intelectuais como Serafim França, Helena Kolody, dentre outros.

Em 03 de março de 1935, Castellano se tornou membro do Centro de Letras do Paraná, onde foi recebida e homenageada pelo presidente da instituição, Otávio de Sá Barreto. Em 1949, Castellano foi a primeira mulher a se tornar presidente do Centro de Letras do Paraná, realizando eventos como o primeiro Congresso Paranaense de Escritores e a Exposição de originais inéditos e de livros de autores paranaenses.

Castellano foi eleita presidente perpétua do Centro Paranaense Feminino de Cultura, fundado em 1933, mas que só conquistou sede própria em 1965 recebendo foros de utilidade pública.

Atuação na educação Castellano costumava se envolver com projetos realizados em escolas, especialmente em mostras culturais. Em 1967 recebeu o título de professora honorária por seus serviços prestados à educação. Em homenagem a sua atuação na educação de Curitiba a cidade nomeou uma de suas escolas como Escola Municipal Leonor Castellano.

Atuação na imprensa Castellano começou a contribuir para a imprensa curitibana na década de 1920, quando passou a escrever artigos na Gazeta do Povo. Neste periódico, Castellano escreveu artigos defendendo os direitos femininos ligados a primeira onda do feminismo, como direitos trabalhistas, sufragistas e educacionais.

Durante oito anos Leonor foi diretora de duas páginas da revista Correio dos Ferroviários, onde colaborava para a "Página feminina" e "Infantil". Nesse contexto, não falava explicitamente sobre o feminismo, revelando que a escritora tinha diferentes formas de escrever, sempre se adequando ao meio em que publicava.

Além disso, foi responsável pela seção "Leituras Femininas" no Diário da Manhã e pela folha "Filha de Maria" publicada de forma mensal pelas Filhas de Maria da Divina Providência.

Obras literárias Na literatura, Castellano produziu contos, crônicas e romances.

Livro

Marisa (1937)

Textos avulsos

"Primavera" (Centro de Letras do Paraná,1949); "Figuras de ontem e de hoje" (Escola Técnica de Curitiba, 1953); "S. Agostinho" (1953); "Casa de Euclides, Bandeira e Emiliano Perneta" (1952); "A mensagem de Santa Clara de Assis às mulheres" (1953); "Tertúlias centristas" (Centro de Letras do Paraná,1956); "Profª Maria Felce de Macedo: uma mulher admirável" (Centro de Letras do Paraná,1961); "Alcina, o anjo bom" (Litero-técnica, 1963).

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