António Gata Lavajo Simões (Aldeia da Ponte, Sabugal, 5 de Março de 1934 - Guarda, 15 de Outubro de 2025) foi um padre católico português, que teve uma carreira destacada na região do Alentejo.

Biografia Nasceu em 5 de Março de 1934, na Aldeia da Ponte, no concelho de Sabugal, filho de António Gonçalves Denis Gata e de Maria Ramos Lavajo Simões. Foi aluno no Seminário de Évora, tendo sido ordenado como presbítero em 29 de Junho de 1959, por D. Manuel Trindade Salgueiro, na Sé de Évora. A sua primeira missa foi celebrada ainda nesse ano, na Aldeia da Ponte.

Em 3 de Outubro do ano seguinte passou a exercer como pároco em Vaiamonte, no concelho de Monforte, e em 16 de Agosto de 1962 tornou-se capelão militar. Em 20 de Setembro de 1982 foi nomeado para o posto de director espiritual do Seminário de São José de Vila Viçosa, e em 1 de Setembro de 1989 passou a ser o reitor do do Seminário Menor de São José. Em 26 de Novembro de 1994 tornou-se cónego do Cabido da Catedral de Évora, em 25 de Agosto de 1999 ocupou o posto de administrador paroquial de Alandroal e Rosário, e em 15 de Agosto do ano seguinte passou a exercer como o pároco de Alandroal, Terena, Montes Juntos e Capelins. Foi igualmente um dos principais responsáveis pela dinamização do Movimento dos Convívios Fraternos da Arquidiocese de Évora.

Em 15 de Fevereiro de 2025, foi alvo de uma homenagem por parte do Movimento dos Convívios Fraternos, durante a qual foi lida uma mensagem do Arcebispo de Évora, onde foi louvado como um «homem justo e querido padre», agracedendo-lhe a sua «permanente fidelidade à Igreja, à Arquidiocese, aos seus prelados, a todos os colegas sacerdotes, aos consagrados e caicado/famílias, e com especial carisma, aos nossos queridos e amados jovens».

Faleceu em 15 de Outubro de 2025, aos 91 anos de idade, no Hospital da Guarda. As cerimónias fúnebres foram celebradas na Aldeia da Ponte. Na sequência do seu falecimento, a Arquidiocese de Évora emitiu uma nota de pesar, onde o recordou como um «sacerdote dedicado e exemplar», que «pela sua amabilidade e humildade, deixou marcas profundas na Pastoral Vocacional da Arquidiocese e no Movimento dos Convívios Fraternos». A sua morte foi igualmente lamentada pela Diocese da Guarda, que o considerou como um «sacerdote de grande zelo pastoral, reconhecido pela sua amabilidade, humildade e dedicação», que deixou «marcas profundas, em especial na Pastoral Vocacional da Arquidiocese e no Movimento dos Convívios Fraternos, do qual foi um dos principais impulsionadores». A estação de rádio Diana FM classificou António Simões como uma «figura incontornável da vida pastoral alentejana», com «um legado de mais de seis décadas de serviço à Igreja», enquanto que o portal de informação O Digital descreveu-o como uma «figura marcante da Arquidiocese de Évora».

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