Cláudia Thereza Guimarães de Lemos (Campinas, 1934 – 31 de janeiro de 2026) foi uma linguista, pesquisadora e professora universitária brasileira, reconhecida por suas contribuições aos estudos sobre aquisição da linguagem, linguagem e subjetividade, e pela atuação na consolidação do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Destacou-se nos estudos da fala infantil, aquisição da linguagem e na interseção entre linguística e psicanálise, onde foi pioneira no Brasil ao tratar a fala da criança não apenas como objeto de descrição linguística, mas como um fenômeno complexo.
No final de 2025, a Universidade de Campinas concedeu a Lemos o título de professora emérita.
Biografia Lemos nasceu em 1934, na cidade de Campinas, no estado de São Paulo.
Graduou-se em Letras Clássicas pela Universidade de São Paulo (USP) em 1956. Posteriormente, concluiu doutorado em Linguística na Universidade de Edimburgo, na Escócia, em 1975, com pesquisa voltada ao uso dos verbos ser e estar no português brasileiro e sua relação com a aquisição da linguagem.
Carreira acadêmica Lemos foi professora titular da Universidade de Campinas e participou da criação e consolidação do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Atuou no Departamento de Linguística e coordenou projetos de pesquisa sobre aquisição da linguagem oral.
Também lecionou na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), na Pontifícia Universidade Católica de Campinas, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e na Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Foi professora visitante na Universidade de Oxford e manteve intercâmbio acadêmico com instituições europeias.
Foi uma das fundadoras do Centro de Pesquisa Outrarte, voltado ao diálogo entre linguística e psicanálise.
Contribuições Cláudia Lemos destacou-se por propor abordagens inovadoras para o estudo da aquisição da linguagem, questionando modelos estritamente desenvolvimentistas e enfatizando a singularidade da fala infantil e sua dimensão subjetiva.
Sua produção acadêmica incluiu artigos em periódicos especializados, capítulos de livros e orientação de dissertações e teses na área de linguística. Parte de sua obra dialoga com a psicanálise e com a filosofia da linguagem.
Reconhecimento Em 2025, o Conselho Universitário da Unicamp aprovou, por unanimidade, a concessão do título de Professora Emérita a Cláudia Lemos, em reconhecimento à sua trajetória acadêmica e contribuição à instituição.
Morte Cláudia faleceu em 31 de janeiro de 2026, em Campinas, aos 91 anos. Ela foi sepultada no Cemitério da Saudade, em Campinas.
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