é um romance escrito pela autora japonesa Sayaka Murata. O livro ganhou o Prêmio Akutagawa em 2016. Junto ao ofício da escrita, Murata trabalhou em uma loja de conveniência três dias por semana, e encontrou nessa experiência uma fonte de inspiração para seu romance. Ele foi primeiramente publicado em junho de 2016 em uma edição da Bungakukai e depois em julho de 2016, publicado em formato de livro pela Bungeishunjū.
O Romance vendeu mais de 1,5 milhão de cópias no Japão e é o primeiro romance de Murata a ser traduzido para o inglês A tradução, de Ginny Tapley Takemori, foi publicada pela Grove Press (EUA) e Portobello Books (Reino Únido) em 2018. O livro foi posteriormente traduzido para mais de 30 idiomas
Trama Keiko Furukura é uma mulher de 36 anos que trabalha meio período em uma loja de conveniência, ou konbini, há 18 anos. Desde sua infância, ela tem consciência de que é "diferente" e que expressar suas próprias visões e agir à sua maneira é inexplicável e angustiante para os outros, causando problemas.
O mundo altamente regulamentado da konbini, onde cada ação é prescrita pelo manual corporativo, permite que ela mantenha uma identidade aceitável para aqueles em seu convívio e lhe confere um senso de propósito. Ela molda seu comportamento, estilo de se vestir, e até padrões de fala baseando-se em seus colegas. Keiko mantém um ciclo de amizades e um relacionamento com sua irmã, mas tem cada vez mais dificuldade de explicar o porquê continua solteira e trabalhando meio período em uma konbini, mesmo após 18 anos.
Keiko encontra Shiraha, um homem que não consegue se estabilizar em um trabalho e vive às margens da sociedade, uma vez que não corresponde às expectativas do que é "normal". Apesar da falta de afeto um pelo outro, Shiraha se muda para casa de Keiko. Eles decidem fingir ser um casal para que possam evitar problemas com familiares e a sociedade, já que esses grupos impõem suas expectativas que eles tenham relações românticas, filhos e trabalhos estáveis.
Como parte do plano, Keiko eventualmente abandona seu trabalho na loja de conveniência, embora isso cause uma sensação imediata de perda do sentido da vida. Ela passa a ficar ociosa em casa, e só começa a se candidatar para trabalhar em empregos estáveis depois da insistência de Shiraha.
No caminho para a primeira entrevista de trabalho, Keiko e Shiraha fazem uma parada em uma konbini. Ela percebe que a loja não está organizada e passa imediatamente a reorganizar os produtos e dar apoio aos funcionários. Quando Shiraha lhe confronta, ela explica que seu propósito de vida é ser uma funcionária de konbini, apesar de ter consciência que seria mais fácil e conveniente para ela aparentar ter uma vida normal com ele. Ela então se afasta de Shiraha, que estava irritado, cancela a entrevista e decide encontrar uma nova konbini para trabalhar.
Cenário miniaturadaimagem|Interior de uma loja de conveniência japonesa (konbini) A própria autora costumava trabalhar em uma loja de conveniência em um regime de meio período. Em um perfil para o jornal The New York Times, a autora explicou que ela "quis ilustrar o quão excêntricas são as pessoas que acreditam serem normais ou ordinárias" e que ela admira a personalidade de Keiko, que escolhe e não vê problemas em não ter nenhuma relação sexual. Ela diz que quis escrever a partir da perspectiva de "alguém que desafiou o senso comum, particularmente em uma sociedade conformista.
Tradução Brasileira A obra foi traduzida do japonês para português por Rita Kohl, o trabalho de Kohl é associado à introdução de Murata ao Brasil, visto que traduziu o conto e .
Sobre a tradução de "Querida Konbini", Kohl expressa a preocupação de, ao usar palavras em português, não conseguir evocar as mesmas imagens que o texto original, especialmente a imagem de uma konbini, mas conclui que a narrativa como um todo consegue transmitir essas ideias e que essa nova versão (o livro traduzido) consegue se sustentar.
Referências Categoria:Romances ambientados no Japão Categoria:!Artigos com texto em japonês