Luís António Trindade Nunes das Neves, geralmente conhecido como Luís Neves (Castelo Branco, 24 de setembro de 1965), é um polícia e político português sendo, desde fevereiro de 2026, Ministro da Administração Interna de Portugal. Foi diretor nacional da Polícia Judiciária entre 2018 e 2026, tendo desenvolvido uma carreira destacada na investigação criminal, especialmente nas áreas do terrorismo, criminalidade violenta e organizada e corrupção.
Foi proposto para integrar o XXV Governo Constitucional pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, e aceite pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, após a demissão da anterior ministra Maria Lúcia Amaral.
Carreira
Polícia Judiciária Licenciado em Direito, Luís Neves iniciou a sua carreira profissional com uma breve passagem pela advocacia, ingressando na Polícia Judiciária em 1995.
Esteve ligado ao combate à criminalidade violenta, terrorismo e criminalidade organizada desde o início da sua carreira policial, tendo investigado casos relacionados com terrorismo, tráfico de armas, tráfico de seres humanos e organizações extremistas.
Ao longo da sua carreira, desempenhou várias funções na Polícia Judiciária, incluindo inspetor, coordenador, diretor-adjunto e diretor da unidade responsável pelo combate ao terrorismo, tendo sido o primeiro diretor da Unidade Nacional de Contraterrorismo.
Em junho de 2018, foi nomeado diretor nacional da Polícia Judiciária, cargo a que foi posteriormente reconduzido em 2021 e novamente em novembro de 2024.
Durante o mandato, destacou-se pela modernização da instituição, incluindo o reforço do número de inspetores, digitalização de processos e aumento da cooperação internacional com organizações como a Interpol, Europol e o Eurojust.
Participou e liderou investigações relevantes, incluindo sobre células da organização separatista ETA, o caso do furto de material militar nos paióis de Tancos, a captura do ex-banqueiro João Rendeiro na África do Sul, investigações relacionadas com redes extremistas, como o Grupo 1143, e crimes de ódio, e operações contra corrupção e criminalidade organizada. É considerado um dos principais especialistas portugueses em terrorismo e criminalidade organizada, tendo recebido várias condecorações nacionais e internacionais pelo seu trabalho.
Ministro da Administração Interna A 21 de fevereiro de 2026, foi nomeado Ministro da Administração Interna do XXV Governo Constitucional, após a demissão da sua antecessora, Maria Lúcia Amaral, assumindo a responsabilidade política pela coordenação das forças de segurança e proteção civil. O Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia considerou atípica a sua nomeação, uma vez que raramente um diretor de polícia é diretamente nomeado para um cargo governamental, tendo-a interpretado como uma escolha técnica e operacional. Luís Neves assumiu funções num contexto de desafios estruturais, incluindo o reforço das forças de segurança, combate à criminalidade organizada e adaptação às novas ameaças à segurança interna.
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