Roe v. Wade é um filme americano de drama jurídico político de 2020, produzido, escrito e dirigido por e Cathy Allyn. A obra dramatiza a decisão histórica de 1973 de mesmo nome (Roe v. Wade), proferida pela Suprema Corte dos Estados Unidos sobre a constitucionalidade de leis que criminalizavam ou restringiam o acesso ao aborto.
O filme conta com um elenco predominantemente conservador, incluindo Jon Voight, e Robert Davi. Loeb interpreta Bernard Nathanson, ginecologista cofundador da organização pró-direito ao aborto NARAL Pro-Choice America que posteriormente tornou-se defensor do movimento antiaborto. Segundo Loeb, o filme trata da “luta entre o movimento pelos direitos das mulheres e o movimento pró-vida. É um filme de guerra social em que mostramos ambos os lados do debate e deixamos o público decidir”.
Amplamente criticado pela imprensa especializada, o filme teve sua primeira exibição no em outubro de 2020 e foi lançado em 2 de abril de 2021.
Enredo Após uma tragédia pessoal relacionada ao aborto com sua namorada, o Dr. Bernard Nathanson (Nick Loeb) torna-se um forte defensor da legalização do aborto para evitar que outras mulheres passem pelo mesmo sofrimento. Junto ao jornalista Larry Lader (Jamie Kennedy), lutam pela legalização em todo o país. Em oposição ao movimento antiaborto liderado pela Dra. (Stacey Dash), o caso chega à Suprema Corte dos Estados Unidos, culminando na decisão sobre o aborto.
Elenco
como Bernard Nathanson como Jamie Kennedy como Lawrence Lader Joseph Lawrence como Robert Byrn Greer Grammer como Sarah Weddington Justine Wachsberger como Linda Coffee Octavius Prince como Cyril Means como Betty Friedan Summer Joy Campbell como Norma McCorvey Tomi Lahren como Sally Blackmun Jon Voight como Warren E. Burger Robert Davi como William Joseph Brennan Jr. como Harry Blackmun John Schneider como William Forsythe como Potter Stewart Wade Williams como William Rehnquist Richard Portnow como William O. Douglas Jarrett Ellis Beal como Thurgood Marshall Steve Guttenberg como Alan Robertson como Henry McKluskey Milo Yiannopoulos como David Sopher Mike Lindell como Apresentador de notícias
Produção Fontes indicaram que as filmagens de Roe v. Wade começaram em 15 de junho de 2018, sob o título provisório 1973. A produção foi mantida em segredo até julho de 2018, quando o The Hollywood Reporter revelou que as filmagens ocorreram em Luisiana. Vários membros do elenco e da equipe (incluindo o diretor original) abandonaram o projeto nos primeiros dias de gravação devido ao tema antiaborto do roteiro de Loeb e Cathy Allyn. Loeb e Allyn assumiram a direção apesar da falta de experiência. Um membro da equipe disse ao The Daily Beast: “Eles não estão mantendo as pessoas informadas sobre o roteiro. Quando finalmente recebem o texto, desistem rapidamente.” Em vez de distribuir roteiros antecipadamente, as falas eram alteradas pouco antes das filmagens. Alguns locais proibiram as filmagens. A Universidade do Estado da Luisiana explicou que não permitiu gravações por questões logísticas, não pelo tema do filme.
A produtora executiva Alveda King, sobrinha de Martin Luther King Jr., declarou à Fox News Channel que o objetivo do filme é “educar o público” com “fatos, sem notícias falsas”. Sobre a controvérsia, reconheceu: “Pessoas dentro do estúdio, do projeto, estão sofrendo pressão de Hollywood e de fora. Não querem que a verdade venha à tona. Por vários motivos, investidores, doadores, elenco e equipe estão sendo pressionados.” O gerente de produção da unidade, porém, contestou a afirmação de “sem notícias falsas” em reportagem da Salon.com. Ele disse ter abandonado o projeto um dia antes do início das filmagens porque, em sua opinião, o roteiro parcial continha imprecisões históricas apresentadas como fatos. Por exemplo, um rascunho inicial retratava Margaret Sanger, fundadora da Federação de Paternidade Planejada da América, como simpatizante da Ku Klux Klan (KKK), afirmação considerada falsa pela biógrafa de Sanger .
Recepção No agregador de críticas Rotten Tomatoes, o filme tem uma pontuação de 14% com base em sete críticas, com uma classificação média de 4,1/10. Entre o público, recebeu avaliações bem mais positivas, com 65% de aprovação agregada.
O The New York Times destacou “atuação exagerada e valores de produção ruins” e chamou o filme de “uma mistura confusa entre thriller mafioso, drama judicial e saga de redenção profética” que retrata “uma conspiração anticatólica mercenária”. A revista Variety classificou-o como “uma peça atroz de propaganda antiaborto” que dissemina falsidades históricas. Segundo a Variety, a narrativa revisionista equivale a “uma campanha difamatória por vezes sexista, executada com a competência aproximada de um comercial barato, explorando culpa religiosa para desonrar um procedimento médico legal”.
Prêmios O filme estreou no de 2020, onde Jon Voight venceu o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante.
Ver também
Aborto nos Estados Unidos Lake of Fire, documentário de 2006 que aborda o debate sobre aborto nos EUA
Ligações externas
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