O assassinato de Daiane Alves Souza foi um caso de homicídio qualificado e ocultação de cadáver ocorrido no município brasileiro de Caldas Novas, Goiás, em . Daiane Alves Souza era uma corretora de imóveis de 43 anos de idade que morava em Caldas Novas, no edifício Amethist Tower onde o síndico, Cléber Rosa de Oliveira, foi responsável por organizar seu assassinato; e desde 17 de dezembro de 2025 estava desaparecida, após descer ao subsolo para verificar uma queda de energia. O corpo da corretora só foi encontrado mais de um mês depois, em 28 de janeiro de 2026, com duas marcas de tiro na cabeça, no trecho da rodovia estadual GO-213 que liga Caldas Novas aos municípios de Ipameri e Pires do Rio. Pelas investigações da Polícia Civil do Estado de Goiás e seu Departamento de Homicídios, Daiane sofreu uma emboscada no subsolo e foi morta ainda no dia 17, possivelmente às 19h52. Inicialmente, o síndico e seu filho, Maicon Douglas de Oliveira eram suspeitos de assassinato, sendo presos temporariamente no mesmo dia que seu corpo foi encontrado, após Cléber confessar o crime, indicando onde se encontrava seu corpo, e sua defesa negociar para colaboração com o andamento do inquérito. Mais tarde, Maicon foi solto e teve o processo arquivado, enquanto seu pai teve sua prisão convertida em preventiva.
Contexto Daiane Alves Souza era uma corretora de imóveis brasileira natural de Uberlândia, de 43 anos de idade, que morava em Caldas Novas. Os pretextos para seu assassinato se deram nas rivalidades entre Daiane e o síndico do Amethist Tower, Cléber Rosa de Oliveira, que se desenrolaram em ações penais e judiciais. Totalizava-se 12 processos.
O Ministério Público do Estado de Goiás acabou movendo uma ação penal por stalking e agressão física contra Cléber, justamente após uma vitória judicial de Daiane, em 19 de janeiro de 2026. A vitória de Daiane na justiça contra o síndico, havia sido dada na obtenção de autorização para que a mesma pudesse hospedar duas famílias, que totalizavam 9 pessoas, em um apartamento.
Entretanto, tal quantia ultrapassava o regimento interno do condomínio em relação ao limite de hóspedes, o que teria sido a motriz para os desentendimentos, perseguições e processos. De acordo com a mãe da vítima, Nilse Alves Pontes, Cléber Rosa de Oliveira não gostava de ser confrontado, agindo "como rei" no condomínio, e com os processos e derrotas judiciais, iniciou uma desavença com Daiane que resultaram no seu homicídio.
Assassinato No dia 17 de dezembro de 2025, Daiane Alves Souza se gravou descendo ao segundo andar do subsolo do edifício para verificar uma queda de energia em seu apartamento, de número 402. Antes de chegar ao segundo andar, Daiane se encontrou com um dos vizinhos e comentou sobre os apagões que estavam ocorrendo. Após sua chegada no local, há um corte de 2 minutos nos vídeos e retorna para Daiane que está no elevador, sozinha e encarando a câmera de segurança do elevador, e desce ao primeiro andar do subsolo. A maioria dos vídeos eram enviados para sua irmã. Mais tarde, em 19 de fevereiro de 2026, seu celular seria encontrado no esgoto do condomínio.
As gravações recuperadas mostram que Daiane gravou o momento em que foi baleada por Cléber Rosa de Oliveira, o síndico do Amethist Tower. Nelas, a vítima religou o disjuntor de energia de seu apartamento (que havia sido desligado propositalmente por Cléber) e é alvejada, sem tempo de reação; além disso, foi revelado que o síndico havia desligado o disjuntor propositalmente, para atrair Daiane Alves de Souza em uma emboscada. De acordo com a Polícia Técnico-Científica do Estado de Goiás e com o Departamento de Homicídios do mesmo estado, o segundo e fatal disparo foi dado já nas matas, quando Cléber já havia saído do edifício em sua camionete. Conforme buscas e apreensões que integraram às investigações da Polícia Civil do Estado de Goiás, Cléber estava com luvas nas mãos e com o veículo estacionado estrategicamente próximo ao local.
Consequências jurídicas
thumb|direita| O Departamento de Homicídios da Polícia Civil do Estado de Goiás (PC-GO) encontra o corpo de Daiane Alves Souza, após 40 dias de seu desaparecimento. Prisão de Cléber Rosa e Maicon Douglas de Oliveira Após 24 horas do seu desaparecimento, a família registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil do Estado de Goiás, que após o começo de janeiro, passou a tratar como um possível homicídio, seguindo para o respectivo Departamento da PC-GO. Após a realização de entrevistas e interrogatórios, dado a abertura de um inquérito, o síndico e desafeto de Daiane, Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, confessou a autoria do crime e revelou onde havia desovado o corpo da corretora: em um trecho da GO-213, entre Ipameri e Pires do Rio.
Em seguida, Cléber foi preso temporariamente por homicídio qualificado com emboscada e ocultação de cadáver, seguindo com seu filho, Maicon Douglas de Oliveira, acusado de auxiliar e servir como cúmplice no assassinato. O porteiro do edifício foi levado para depoimentos na PC-GO de Caldas Novas, todavia foi liberado sem acusações.
Andamento do Inquérito Durante a confissão, foram executados mandados de busca e apreensão nos dois imóveis de Cléber Rosa.Em 20 de fevereiro de 2026, a investigação da Polícia Civil concluiu que não havia provas que ligassem filho do síndico, Maicon Douglas de Oliveira, ao crime, resultando no arquivamento de sua denúncia e liberação da prisão.
A 6.ª Promotoria de Justiça da Comarca de Caldas Novas ofereceu denúncia contra o síndico Cléber Rosa de Oliveira, pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver; tendo sido a denúncia entregue à Justiça em 26 de fevereiro. A peça acusatória resultou na conversão da prisão temporária em preventiva e requereu fixação de uma multa de ,00. Em março do mesmo ano, a 1.ª Vara Criminal da Comarca de Caldas Novas determinou pela manutenção da prisão preventiva de Cléber Rosa.
Devido a ausência de duas testemunhas na segunda etapa da Audiência de Instrução do caso, o andamento do processo sofreu adiamento para 27 de agosto de 2026; sendo a ausência data em 10 de julho daquele mesmo ano. Categoria:Assassinatos no Brasil em 2025 Categoria:Mortes por armas de fogo no Brasil Categoria:Pessoas executadas por armas de fogo Categoria:Caldas Novas Categoria:Crimes em Goiás