Eocyathispongia é um gênero de organismos semelhantes a esponjas que viveram entre poeríodo Criogêniano - Ediacarano cerca de 60 milhões de anos antes do Cambriano. O registro fóssil atual encontrou esse gênero em apenas um local, a Formação Doushantuo em Guizhou, China. Vivia nas partes rasas dos mares, alimentando-se de filtros.

Descrição Até o momento, apenas um fóssil do gênero foi encontrado, mas estava excelentemente preservado. Os atributos específicos deste gênero ainda precisam ser confirmados até que mais espécimes sejam encontrados

Eocyathispongia qiania esquerda|miniaturadaimagem|318x318px|Fossils from the Weng'an biota of Eocyathispongia and others... Eocyathispongia qiania é a única espécie do gênero Eocyathispongia. Era um filtrador epifaunal que consistia em três tubos: dois tubos laterais menores, provavelmente usados ​​para filtrar a água, e um tubo central grande e retorcido, provavelmente usado para Tambêm filtrar a água. As células dentro dos tubos são planas e porosas, como seria de se esperar em um filtrador. As células localizadas na parte inferior do fóssil são menos porosas e provavelmente serviam para manter o animal ancorado ao solo, e as células na parte externa do tubo diferem das células internas. A criatura é assimétrica. O fóssil encontrado tinha apenas cerca de 1,1 milímetros de altura e 1,2 milímetros de largura, Assim, pode-se presumir que a espécie como um todo teria aproximadamente o mesmo tamanho, já que não há evidências que indiquem que o fóssil encontrado não era de um espécime totalmente desenvolvido.

História Geológica

A descoberta (2015) O Eocyathispongia qiania foi apresentado ao mundo em 2015. A descoberta foi liderada pelo pesquisador Zongjun Yin, do Instituto de Geologia e Paleontologia de Nanjing, e publicada na prestigiada revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

O nome é uma homenagem:

Eocyathispongia: (do grego Εοκυαθισπονγία) Significa "esponja em forma de copo do amanhecer". qiania: Refere-se a Qian, uma abreviação antiga para a província de Guizhou, na China, onde foi encontrado.

A metodologia revolucionária A importância científica desse estudo não veio apenas do fóssil em si, mas da tecnologia usada para analisá-lo.

Como o fóssil tem apenas 1,2 mm, os métodos tradicionais de corte destruiriam a amostra. Os cientistas utilizaram Microtomografia de Raios-X por Sincrotron. Isso permitiu criar um modelo 3D digital perfeito do animal, revelando que ele tinha uma estrutura interna complexa, com câmaras e poros (os ostíolos), idênticos aos das esponjas modernas.

Debate sobre a origem animal Antes do Eocyathispongia, havia um grande debate na biologia:

Relógios Moleculares: Estudos de DNA sugeriam que os animais deveriam ter surgido há muito tempo (cerca de 700-800 milhões de anos). Registro Fóssil: No entanto, quase não encontrávamos fósseis animais tão antigos, o que criava uma "lacuna" de 200 milhões de anos.

O Eocyathispongia foi a primeira evidência física clara que ajudou a fechar essa lacuna, provando que o relógio molecular estava certo e que organismos animais já existiam muito antes do que os olhos humanos podiam ver a olho nu.

Críticas e consenso Como toda grande descoberta científica, houve ceticismo. Alguns paleontólogos argumentaram que o fóssil poderia ser apenas um aglomerado de micróbios ou algas que "pareciam" uma esponja por coincidência.

No entanto, a identificação de três tipos de células especializadas (incluindo as células que revestem o interior e a "pele" externa) convenceu a maior parte da comunidade científica de que se tratava, de fato, de um animal primitivo da linhagem das Porifera (esponjas).

Cientificamente, ele provou que o plano corporal dos animais (multicelularidade com diferenciação de tecidos) já estava "pronto" 60 milhões de anos antes da Explosão cambriana.

Categoria:Gêneros enigmáticos de animais pré-históricos Categoria:Espécies fósseis descritas em 2015 Categoria:Porifera pré-cambrianas