miniaturadaimagem|O Império Alemão com a Élbia Oriental em vermelho Élbia Oriental () era uma designação informal para as partes do Império Alemão que, até a Segunda Guerra Mundial, ficavam a leste do rio Elba.

A região compreendia as províncias prussianas de Brandemburgo, as partes orientais da Saxônia (Terra de Jerichow) e o Reino da Saxônia (Alta Lusácia), Pomerânia, Silésia, Prússia Oriental, Prússia Ocidental e Posen (a partir de 1922, Posen-Prússia Ocidental), bem como os estados livres de Meclemburgo-Schwerin e Meclemburgo-Strelitz. Berlim e Eslésvico-Holsácia não eram incluídas, embora localizadas a leste e ao norte, respectivamente, do rio Elba.

A Élbia Oriental era conhecida pelo seu histórico sistema senhorial e servidão, bem como pelo conservadorismo político, aliado à confissão predominantemente protestante da população local. Durante o Império Alemão (1871-1918), os "Junkers da Élbia Oriental" formavam a espinha dorsal reacionária da monarquia. Mais tarde, na República de Weimar (1918-1933), tornou-se um termo politicamente carregado, usado especialmente pelos partidos de esquerda para designar os funcionários públicos ricos do conservador Partido Popular Nacional Alemão (DNVP), de direita, que se encaixavam no estereótipo.

História A antiga estrutura social desta região, com fazendas comerciais relativamente grandes pertencentes à aristocracia rural, os Junkers, é produto da migração de colonos germânicos para leste na era medieval (1100-1300), na área de assentamento dos vendos e outros grupos eslavos, alterando a composição étnica da Germania Slavica por meio de assimilação, expulsão e imigração. Como a maior parte da antiga Élbia Oriental fica a leste da linha Oder-Neisse, a grande maioria de sua população de etnia alemã foi sujeita à expulsão após a Segunda Guerra Mundial. Na Alemanha Oriental, que controlou o restante da Élbia Oriental após 1949, uma reforma agrária foi iniciada para coletivizar a agricultura e também com o objetivo explícito de eliminar os Junkers. As tentativas de restituição de propriedades expropriadas após 1990 tiveram apenas sucesso parcial e não levaram ao restabelecimento da antiga estrutura social dos Junkers. O tamanho médio das propriedades agrícolas formadas por Cooperativas de Produção Agrícola e Propriedades Públicas ainda é muito maior no Leste do que no Oeste da Alemanha, onde a agricultura ainda se baseia principalmente em pequenas propriedades. O termo "Élbia Oriental" desapareceu do uso comum fora de contextos históricos e geralmente é explicado em textos destinados ao público em geral.

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